Policial da CLDF é baleado por agente penitenciário em bar
Segundo testemunhas, após discussão e antes de ser alvejado, o policial estava alterado e apontou arma para funcionários do estabelecimento
14/10/2019 18:28, atualizado 15/10/2019 08:36

Um policial da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) foi baleado durante confusão no bar Koal, no Sudoeste. De acordo com testemunhas, ele estava alterado e, após uma discussão, apontou a arma para os funcionários do estabelecimento. Um agente penitenciário de Tocantins (TO) que estava no local reagiu e o atingiu na região da virilha. A ocorrência foi registrada nesse sábado (12/10/2019).
O caso é investigado pela 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro). A vítima foi levada ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Segundo um segurança da festa, o homem de 45 anos chegou ao estabelecimento desarmado, não se identificou como policial legislativo, passou pela revista e se encontrou com um grupo de amigas que estava no local. Uma das mulheres começou a passar mal e vomitou. Os brigadistas teriam se aproximado para socorrê-la, mas foram impedidos por Danilo.
Ainda de acordo com o funcionário, as amigas da moça a levaram para o banheiro feminino, onde o atendimento médico foi feito. O policial teria tentado entrar no toalete, mas acabou impedido por seguranças, dando início à confusão e a um bate-boca. Colocado para fora do bar, tentou voltar, alegando que precisava pagar a conta.
Um dos proprietários teria avisado que não era necessário. O segurança relatou aos investigadores que, nesse momento, o policial legislativo começou a filmar o dono do bar e afirmou que o empresário era um “homem morto”.
Versão
O autor dos disparos,um agente penitenciário de 34 anos, apresentou-se na delegacia e deu a versão dele sobre o que ocorreu. Segundo o depoimento, o policial legislativo, após ser expulso pelos seguranças, voltou armado e ameaçou o proprietário do local. O dono do bar teria dito para o policial se acalmar, ir para casa e não arrumar confusão. De acordo com o relato, ele respondeu: “Você vai ver a confusão agora” – e sacou a arma.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFEle diz ter ouvido o barulho do gatilho sendo acionado, mas que a arma não disparou. Ele reagiu e baleou o policial na região das pernas. O agente entregou a arma para a polícia. A pistola e os carregadores usados pela vítima também foram recolhidos.
Os responsáveis pelo estabelecimento reforçaram o depoimento prestado pelo agente penitenciário e, ainda, ressaltaram que o policial legislativo estava arrumando confusão desde o momento em que tentou se relacionar com uma mulher que se encontrava no bar.
Alcoolizada, ela teria contado com a ajuda de algumas amigas para evitar que fosse agarrada pelo policial, segundo os donos do bar. Após ser colocado para fora por seguranças, o policial se irritou mais e teria retornado armado, com cartuchos para recarregar a arma.

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Ver todasA reportagem entrou em contato com Secretaria de Cidadania e Justiça do Estado do Tocantins. A pasta informou que ainda não foi notificada sobre a ocorrência, mas que, a partir de agora, vai acompanhar o andamento do processo.
O Metrópoles solicitou um posicionamento da Câmara Legislativa do Distrito Federal, mas não obteve retorno. O espaço está aberto para eventuais manifestações.



