Advogado preso pela PCDF tem 29 indiciamentos e 3 condenações

Mesmo com crimes graves como extorsão, grilagem de terras, estelionato e uso de documento falso, o defensor ostenvava carteira da OAB ativa

atualizado 07/05/2021 8:41

O advogado preso por policiais da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires) durante a operação Asa Branca impressiona por ostentar uma extensa ficha criminal. Jaime Henrique Caetano Ferreira tem 29 indiciamentos e três condenações pelos mais diversos delitos.

No último, acabou detido na ação que desarticulou um esquema de agiotagem instalado em um condomínio de Vicente Pires. Durante a abordagem policial, foram apreendidos veículos de luxo, como dois Porshes e uma Mercedes.

De acordo com as apurações, mesmo com crimes graves, a exemplo de extorsão, grilagem de terras, estelionatos, furtos e uso de documento falso, Ferreira mantinha ativa sua carteira da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional DF (OAB-DF). O Metrópoles entrou em contato com o Conselho de Ética da Ordem para saber se o advogado era alvo de sindicância e aguarda resposta da entidade.

Das três condenações que constam no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) contra o advogado, existe uma por corrupção ativa, onde a pena já foi extinta. Outras duas são por dano ambiental e estelionato, faltando três anos e seis meses para serem cumpridas em regime semiaberto.

 

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Operação Asa Branca

A operação investiga a informação de que um morador do local guardava, em um galpão, diversos veículos obtidos como garantia dos empréstimos que fazia. O homem, identificado como João Thiago de Sousa Matos, de 37 anos, não estava no imóvel. Porém, no galpão existente em sua casa, havia nove automóveis e um barco, sendo que um dos veículos constava como roubado.

Em buscas realizadas na residência, os agentes e delegados apreenderam diversos documentos. Em conversa telefônica com algumas das vítimas, elas confirmaram que tinham deixado seus automóveis como garantia do pagamento dos valores emprestados a juros. Para cada crime praticado, o agiota está sujeito à pena de seis meses a dois anos de detenção.

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