Adolescente diz que foi estuprada por maníaco: “Falou que eu era lixo”

A 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) investiga mais um caso, o sexto, envolvendo o cozinheiro Marinésio dos Santos Olinto

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 27/08/2019 15:47

A 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) investiga mais um caso, o sexto, envolvendo o cozinheiro Marinésio dos Santos Olinto, 41 anos, assassino confesso da funcionária do Ministério da Educação (MEC) Letícia Sousa Curado, 26, e da diarista Genir Pereira de Sousa, 47. Uma adolescente de 17 anos disse, nesta terça-feira (27/08/2019), ter reconhecido o maníaco após a divulgação das imagens dele. Em depoimento, afirmou ter sido estuprada pelo homem em abril deste ano.

“Peguei o ônibus para ir ao Itapuã. Quando desci na parada, ele passou. Ficou me olhando e me abordou com uma faca. Disse que se eu não entrasse no carro ele ia me matar. Me levou para a região dos pinheiros e me estuprou. Depois, pegou meu pescoço, me jogou para fora e disse que eu era um lixo”, contou a garota, que esteve na delegacia acompanhada da mãe.

A menina, entretanto, relatou que o maníaco não dirigia a caminhonete Blazer prata, veículo que acabou ajudando a desvendar as mortes de Letícia e Genir. “Ele estava em um carro diferente, um Prisma vermelho. Ela tava segura que o homem tinha uma mancha no rosto”, disse a mãe. “Ela tem certeza absoluta de que é ele. Reconheceu pela reportagem, quando o viu, começou a tremer e gritar que era ele”, frisou.

PCDF/Reprodução
Marinésio confessou dois assassinatos. Ele se passava por motorista de lotação para abordar as vítimas. Outros quatro casos estão sendo investigados

 

De acordo com a mãe da adolescente, a garota mudou completamente o comportamento desde o fato: “Parou de usar maquiagem. Tentou suicídio três vezes. Começou a contar a história dois meses depois do estupro. No momento em que ela me contou, fomos a uma delegacia e ao Conselho Tutelar. Minha filha está tendo acompanhamento psicológico”.

“Ele acabou com a vida dela. Ela chegou e falou que estava com nojo dela mesma, que tinha sido abusada. Ela tem medo de andar, não sai de casa”, desabafou a mulher.

Após ouvir mãe e filha, a delegada Jane Klébia informou que tudo será investigado: “Pelo carro (Prisma vermelho) e algumas descrições feitas pela vítima, talvez não seja o perfil de Marinésio.  Mas estamos investigando cada caso. Vamos fazer o reconhecimento e ouvir todas as vítimas”.

Após a prisão de Marinésio, a Polícia Civil recebeu outras três denúncias contra o homem considerado pelos investigadores um serial Killer. Há ainda a suspeita de que ele tenha atacado outras mulheres entre os anos 2014 e 2015. Em função disso, a PCDF reabriu inquéritos instaurados nessa época. Os processos seriam arquivados.

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