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Um adolescente que cumpre medida socioeducativa na Unidade de Internação Provisória de São Sebastião foi diagnosticado com tuberculose. Relatório da gerência de saúde recomenda precaução de contato com os jovem por parte dos funcionários.

Entre as medidas de prevenção está o uso de vestuário, roupas de cama e de banho descartáveis. Os materiais deverão ser recolhidos todos os dias pela manhã, em saco de lixo preto previamente identificado por fora e entregue à equipe de enfermagem.

Ao lidar com o rapaz, agentes socioeducativos são orientados a lavar as mãos antes e depois de cada procedimento, utilizar luvas, máscaras faciais e roupa hospitalar.

A medida visa proteger a saúde dos profissionais de eventual contágio e também a do adolescente, que está com a imunidade baixa devido ao tratamento.

No entanto, segundo o Sindicato dos Servidores da Carreira Socioeducativa (SINDSSE-DF), problemas de infraestrutura no local agravam a situação, colocando em risco a saúde de jovens e funcionários.

Problemas com as chuvas
Imagens cedidas ao Metrópoles pela entidade mostram água escorrendo pelo teto e por tomadas da Unidade de Internação do Recanto das Emas durante uma forte chuva no dia 5 de novembro. Segundo a Secretaria da Criança, Adolescente e Juventude, os reparos referentes aos estragos do temporal já foram feitos.

 

Outro lado
A Subsecretaria do Sistema Socioeducativo confirmou o caso de um rapaz com tuberculose bacteriana. “Desde a chegada à unidade, o adolescente informou que já fazia tratamento há três meses na rede pública do DF e, assim sendo, foi levado para UPA de São Sebastião para confirmação do diagnóstico”.

Ainda de acordo com a pasta, “todas as medidas necessárias para tratamento foram tomadas: o adolescente está sendo mantido separado, em quarto arejado, recebendo tratamento médico e portando máscara 24 horas por dia”.

A subsecretaria esclareceu que a unidade de São Sebastião possui nove máscaras N95, que estão sendo utilizadas pelos servidores. “No mais, possui estoque de máscara hospitalar que protege por até quatro horas. Segundo informações prestadas pela equipe da UPA, pelo tempo que o adolescente está em tratamento, não há risco de contágio pelos servidores”, finalizou a nota.