Acusado de matar mulher diante de casa e se esconder em igreja vai a júri
Crime ocorreu agosto de 2025, em uma via pública no Itapoã. Réu esfaqueou vítima enquanto ela conversava com amiga em calçada

Willian Lopes, acusado de matar a ex-companheira na frente de casa, em via pública, vai ser julgado no Tribunal do Júri do Paranoá, nesta quarta-feira (16/9). O crime aconteceu no dia 13 de agosto de 2025, por volta das 19h, no Itapoã. O réu, de 28 anos, mantinha um relacionamento com a vítima, Camila Pereira Lopes, 28.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Camila conversava com uma amiga na calçada, momento em que Willian a surpreendeu e desferiu golpes de faca contra a mulher. A vítima morreu no local e deixou dois filhos, um de 7 e outro de nove.
O MPDFT apontou que o crime foi empregado mediante “recurso que dificultou a defesa da vítima”, e afastou a hipótese de legítima defesa do acusado, informando que carece “de prova robusta e suficiente para afastar a justa causa”.
Ao MP, a amiga da vítima que conversava com ela no momento do feminicídio, afirmou que ambos mantinham um relacionamento conturbado, marcado por brigas e discussões. Segundo depoimento, ela já havia presenciado Willian agredindo Camila. Apesar disso, a mulher nunca chegou a registrar um boletim de ocorrência.
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Ver todasA irmã de Camila também narrou que já tinha visto o réu agredindo fisicamente a mulher. Ela contou, ainda, que a vítima retirava facas de onde morava com Willian e as levava para a casa da mãe, por medo do investigado.
De acordo com a irmã, no dia do crime, ela chegou a cruzar com o assassino que falou: “Desculpa aí, mas acabei de terminar o serviço”.
Quando ouviu isso, correu até a via onde Camila estava, mas já a encontrou caída no chão.
A reportagem tentou localizar a família da vítima, mas não obteve sucesso.
Relembre o caso
Após matar a companheira a facadas em frente à residência em que moravam, William Lopes, 28 anos, fugiu do local do crime e se escondeu dentro de uma igreja. O feminicídio aconteceu na noite do dia 13 de agosto de 2025, na QL 8 do Itapoã 2.
Camila Pereira, também 28, foi atingida com três golpes de arma branca na região do tórax. O óbito dela foi declarado pelo Corpo de Bombeiros Militar do DF, que foi chamado ao local para socorrer a vítima.
O crime teria ocorrido após Camila atear fogo nos pertences do companheiro durante uma crise de ciúmes. O casal estava junto havia cerca de um ano. Testemunhas confirmaram que Camila e William mantinham um relacionamento conturbado.
William teria passado a noite fora de casa, segundo ele, trabalhando como lanterneiro, lixando carro. Quando voltou para a residência, encontrou as roupas queimadas e, enfurecido, matou a esposa a facadas.
O suspeito fugiu do local após o crime. Foi reforçado o policiamento e ele foi encontrado dentro de uma igreja na Quadra 49 do Del Lago.
Ele não resistiu a abordagem e foi encaminhado para a 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá). William tem passagens por roubo, extorsão e posse ilegal de arma de fogo.








