Acusado de atropelar e matar jovem na faixa de pedestres é condenado
Segundo a denúncia do MPDFT, o condenado dirigiu após beber bebida alcóolica e não prestou socorro para a vítima
atualizado
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A Justiça condenou Vinícius Couto Farago (foto em destaque) por atropelar e matar Matheus Menezes de Assunção Nunes em janeiro de 2022, no Guará. Segundo a denúncia do Ministério Público (MPDFT), o condenado dirigia bêbado, atingiu a vítima e fugiu sem prestar socorro.
Segundo a sentença do Tribunal do Júri do Guará, Farago foi condenado a 12 anos de prisão, inicialmente em regime fechado.
A defesa argumentou a insuficiência de provas materiais e ausência de dolo. Por isso, solicitou a desclassificação do caso para homicídio culposo no trânsito.
O júri, porém, avaliou que se tratou de um homicídio, uma vez que, o acusado assumiu o risco de matar a vítima na faixa de pedestres após ingerir bebida alcoólica e dirigir em velocidade acima da permitida para a via.
Para os jurados, crime foi cometido mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Veja fotos da vítima:
Atropelamento fatal
Segundo as investigações da 4ª Delegacia de Polícia (Guará II), no dia do ocorrido, Vinícius teria passado a tarde e parte da noite ingerindo bebida alcoólica em um bar.
Após deixar o local, por volta das 23h30, passou a dirigir em alta velocidade, e atingiu Matheus, que atravessava na faixa de pedestres.
Vinícius deixou o local sem prestar socorro, mas foi seguido por testemunhas que realizaram imagens dele abandonando o veículo e comprando cerveja em uma distribuidora próxima.
Detalhes do atropelamento
- A vítima, Matheus, estava na casa da namorada, em Águas Claras, e pediu um carro por aplicativo para voltar para casa.
- Ele chegou a entrar no carro, mas, depois, não deu mais notícias.
- A família chegou a divulga-lo como desaparecido. O corpo dele foi identificado dias depois, no IML.
- Vinícius foi identificado por testemunhas que viram o atropelamento.
Vítima foi dada como desaparecida
Matheus chegou a ser declarado desaparecido pelos familiares. Como estava sem documento de identificação no dia do atropelamento, o jovem só foi identificado quase 10 dias depois.
No dia em que foi morto, Matheus pediu um transporte por aplicativo para voltar da casa da namorada, em Águas Claras, no final da tarde. Depois que entrou no veículo, os familiares não tiveram mais notícias dele e passaram a pedir informações sobre o paradeiro do jovem.








