Acusado de assediar atriz em SP ameaçou adolescente de 15 anos do DF
Hugo Rodrigues da Cunha Silva foi condenado por ameaçar e coagir a garota. Na semana passada, atriz paulista registrou BO contra ele
atualizado
Compartilhar notícia

O produtor Hugo Rodrigues da Cunha Silva, acusado de assediar e ameaçar uma jovem em São Paulo, foi condenado por ameaçar e coagir uma adolescente de 15 anos no Distrito Federal. O caso foi julgado no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, mas a defesa recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O produtor responde em liberdade.
Em primeira instância, Hugo foi condenado a 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e 3 meses de detenção, por infringir o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Após interpor recurso, a defesa reduziu a pena para 4 anos, 11 meses e 12 dias de prisão.
Segundo contou a adolescente à Justiça, Hugo a procurou em 2018 pelo WhatsApp com uma proposta de emprego. Ela trabalhava como modelo e o produtor pediu fotos do book dela. Depois, ele pediu foto das pernas da adolescente, alegando que seria necessário saber o tamanho das roupas que ela usava. A garota enviou fotos de biquíni a Hugo.
Depois disso, o produtor passou a fazer “perguntas íntimas”. Quando percebeu que não era uma entrevista normal, a jovem o bloqueou. Minutos depois, o produtor ligou para a adolescente, a chamou de vadia e afirmou que ela “não era ninguém” para bloqueá-lo.
“O acusado afirmou que ela passaria a fazer o que ele mandasse, pois tinha dinheiro, sabia onde ela mora, onde estuda, quem são os seus pais e toda a sua vida. E que mataria ela e os pais sem sair de casa. Então, ele passou a exigir da adolescente que lhe encaminhasse vídeos e fotos nua”, narra a sentença.
Os autos também apontam que a jovem atendeu aos pedidos de Hugo, o desbloqueou do WhatsApp e, após filmar e fotografar o seu próprio corpo nu, em cena pornográfica, encaminhou-lhe as fotografias e um vídeo.
Ela pediu ajuda apenas meses depois, quando contou aos pais o que aconteceu, e a família registrou Boletim de Ocorrência. Antes disso, a jovem se afastou dos amigos e até repetiu de ano na escola.
O Metrópoles procurou a defesa de Hugo para comentar o caso, mas o advogado preferiu não se manifestar. O produtor afirmou que está recorrendo no STJ porque não teve um julgamento justo no TJDFT.
“Não tive direito a uma defesa de qualidade, não por culpa do advogado, mas porque não conseguimos fazer perguntas à menina. Não puderam questionar ela sobre os prints que eu tinha, achei parcial demais a decisão da Justiça”, disse.
Segundo Hugo, a jovem estava num grupo privado de pornografia e o vídeo e as fotos que ele tinha dela foram postados nesse grupo. “A versão dela não está explicada, ela disse que foi ameaçada e abusada, mas na verdade ela estava num grupo privado de pornografia, todo mundo lá era maior de idade, ela publicou neste grupo as fotos”
Ainda de acordo com o produtor, a adolescente teria falsificado as conversas que mostrou ao juízo. “Dei esse depoimento, mas ela não pode ser questionada porque não pode constranger. O pai dela me ameaçou, isso não foi levado em questão. O tipo de gente que ela é não se pode questionar, é a primeira vez na minha vida que vejo um processo baseado em mera especulação”, protestou.
Outra acusação
Na última quinta-feira (1º/7), uma modelo e atriz de SP, Juliana Santos, registrou um boletim de ocorrência na 10ª DP Penha de França contra Hugo.
A jovem o acusa de assédio e ameaça. E expôs seu caso publicamente nas redes sociais, o que causou uma grande comoção. Na delegacia, Juliana descobriu que Hugo tem uma enorme ficha criminal e que, em 2010, foi preso em flagrante por aliciar menores em Goiás.
“Várias mulheres estão entrando em contato comigo, depois que eu me pronunciei na internet, dizendo que foi vítima dele. Tem uma mulher, de mais ou menos 40 anos, que quase foi violentada por ele durante uma entrevista. Inclusive, uma produtora entrou em contato comigo e disse que também passou pelo o que eu passei”, conta a modelo.
View this post on Instagram
