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Milhares de trabalhadoras aderiram nesta quinta-feira (8/3), Dia Internacional da Mulher, a uma greve geral na Itália para protestar em defesa da igualdade e contra a violência de gênero.

O movimento, chamado “Non Una di Meno” (“Nem uma a menos”, em tradução livre), ocorreu em algumas das principais cidades do país, como Roma, Milão, Nápoles e Cagliari. “A minha mensagem a todas as mulheres, não somente às romanas, é: não desistam nunca. As batalhas ainda por lutar são muitas, mas sabemos que hoje essas lutas pertencem tanto aos homens quanto às mulheres. São lutas e temas que devemos enfrentar de maneira conjunta”, afirmou a prefeita Virginia Raggi, primeira mulher a governar a capital italiana.

Em Milão, a passeata também atraiu estudantes, e algumas pessoas atiraram ovos pintados de rosa contra bancos e lojas que vendem roupas com peles de animais.

“Precisamos acabar com uma cultura patriarcal que sobrevive há milênios e que afeta as mulheres. Onde vivem bem as mulheres, todos vivem melhor”, afirmou a ativista Tiziana De Benedetto, uma das líderes da manifestação em Cagliari, na Sardenha.

Em 2018, os atos do Dia da Mulher foram impulsionados pela onda de denúncias de abuso e assédio sexual e pelos movimentos que incentivam as vítimas a contarem suas histórias. Manifestações aconteceram em todo o mundo, do Brasil à Coreia do Sul e Turquia. Na Espanha, a greve teve a adesão de 5,3 milhões de mulheres.