Coronavírus no DF

Média móvel de mortes por Covid-19 no Brasil se iguala à de 14 dias atrás

Em relação a quinta-feira (30/7), o valor aumentou pouco menos de 1%, chegando a 1.043 mortes

atualizado 31/07/2020 23:15

Coronavírus no DFRafaela Felicciano/Metrópoles

O Brasil contabilizou nos últimos 7 dias uma média diária de 1.043 mortes por Covid-19. O valor, registrado nesta sexta-feira (31/7), se igualou a dos últimos 14 dias imediatamente anteriores, apurou o (M)Dados, núcleo de dados do Metrópoles. Diferentemente dos últimos boletins, não houve variação, indicando estabilidade, um efeito platô “nas alturas”.

Em número absolutos, o país registrou 1.212 mortes e 52.383 novas infecções de coronavírus nas últimas 24 horas, segundo o último balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). No total, 92.475 vidas já foram perdidas por causa da Covid-19 e 2.662.485 pessoas foram infectadas.

Veja gráfico:

Os estados mais afetados pela epidemia, até o momento, são São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro, Bahia, Pará, Minas Gerais, Maranhão e Distrito Federal. Segundo informações do governo, na última semana, as unidades federativas que tiveram maior alta de casos foram Rio de Janeiro (279%), Goiás (180%) e Rondônia (146%).

Média móvel

Acompanhar o avanço da pandemia da Covid-19 com base em dados absolutos de morte ou casos está longe do ideal. Isso porque eles podem ter variações diárias muito grandes, principalmente atrasos nos registros. Nos finais de semana, por exemplo, é comum perceber uma redução significativa dos números.

Para reduzir esse efeito e produzir uma visão mais fiel, a média móvel é amplamente utilizada ao redor do mundo. A taxa, então, representa a soma das mortes divulgadas em uma semana dividida por sete. O nome “móvel” é porque varia conforme o total dos óbitos dos sete dias anteriores.

Como analisar os números?
Por conta do tempo de incubação do novo coronavírus, adotou-se a recomendação dos especialistas: comparar a média móvel de hoje com a de 14 dias atrás. As variações no número de mortes ou de casos de até 15% para mais ou para menos caracterizam estabilidade da doença.

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