Turismo em alta: 9,2 milhões de estrangeiros visitaram o país em 2025

A chegada de turistas estrangeiros movimentou cerca de US$ 7,9 bilhões na economia local

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O som das malas deslizando pelos aeroportos, o burburinho de idiomas misturados nas filas de embarque, o primeiro mergulho em águas mornas, o cheiro de café recém-passado misturado ao pão de queijo saindo do forno. Em 2025, o Brasil não foi apenas visitado, foi vivido.

Em meio a tantas possibilidades de viagem, o país deixou de ser apenas um sonho distante para se tornar um destino prioritário no planejamento de milhões de turistas estrangeiros. E, em 2025, essa preferência se transformou em recorde.

Foram 9.287.196 visitantes internacionais desembarcando em solo brasileiro ao longo do ano — o maior volume já registrado. 

O crescimento foi de 37,1% em relação a 2024, que até então liderava a série histórica com cerca de 6,7 milhões de turistas. Essa alta destaca o país como um grande protagonista no mapa do turismo mundial. 

Em números práticos, foi como receber quase 3 mil voos internacionais ao longo de doze meses, trazendo viajantes de diferentes culturas e continentes. 

Para o presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Marcelo Freixo, o  recorde de visitantes é reflexo, entre outras coisas, de um Brasil que voltou a ser respeitado no mundo. 

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“Saímos daquela imagem apenas do sol e praia para uma narrativa de país plural, de uma imensa biodiversidade e diversidade cultural. O turista busca a nossa gastronomia, os nossos biomas e, acima de tudo, a nossa gente.”

Marcelo Freixo, presidente da Embratur

Superou metas

Essa alta também superou com folga a meta estabelecida no Plano Nacional de Turismo 2024–2027, que previa 6,9 milhões de chegadas internacionais em 2025. Por fim, o resultado ficou 34,6% acima do esperado, sinalizando um salto estrutural na competitividade.

O destaque do Brasil também foi reconhecido internacionalmente. Segundo o Barômetro Mundial do Turismo, da ONU Turismo, o país apresentou o maior crescimento percentual entre os principais destinos do mundo em 2025. 

De acordo com a pesquisa da ONU, o país registrou alta de 37%, superando países como Egito (20%), Marrocos (14%) e Ilhas Seychelles (13%). 

E a Embratur teve papel estratégico e central nesse avanço. “Estruturamos um verdadeiro Big Data dentro da Embratur, com uma equipe técnica muito qualificada, que nos permitiu sair de uma promoção genérica para uma estratégia baseada em inteligência de mercado, dados e segmentação precisa. Identificamos os diferentes perfis de consumo em cada país emissor, entregando para o turista certo”, aponta Freixo.

Grande procura

Em um cenário global que contabilizou mais de 1,5 bilhão de viagens internacionais, o desempenho brasileiro chamou a atenção.

E o fluxo permaneceu intenso até o fim do ano. Em dezembro, 896.488 turistas estrangeiros chegaram ao país, um aumento de 11% em relação ao mesmo mês de 2024 — cerca de 90 mil visitantes a mais. 

O mês consolidou-se como o quarto melhor do ano em volume de chegadas, atrás apenas de janeiro, fevereiro e março.

As portas de entrada refletiram esse movimento vibrante. São Paulo liderou com 2.753.869 visitantes internacionais. O Rio de Janeiro recebeu 2.196.443 turistas, reafirmando a força simbólica como cartão-postal do Brasil. 

O Rio Grande do Sul, com 1.535.806 chegadas, destacou-se como importante corredor de acesso, especialmente na integração com países vizinhos.

E foram justamente os vizinhos que mais atravessaram fronteiras para viver o Brasil. A Argentina liderou com 3.386.823 turistas, seguido de Chile com 801.921 e Estados Unidos  com 759.637 visitantes

Os países da Europa, como França, Portugal, Alemanha, Itália, Reino Unido e Espanha enviaram juntos 1.274.567 viajantes ao território brasileiro no último ano.

Economia

Além do recorde de visitantes, o turismo internacional atingiu o maior volume de receitas da história.

Em 2025, os gastos de estrangeiros no Brasil somaram cerca de US$ 7,9 bilhões (R$ 41,5 bilhões), crescimento de 7,1% em relação ao ano anterior. Apenas em dezembro, foram US$ 688 milhões, uma alta de aproximadamente 23% quando comparada a novembro.

São recursos que ficam no comércio local, com a pousada, o taxista, o motorista de aplicativo, o vendedor de mate na praia.

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“Atualmente, o setor responde por cerca de 8% do PIB e 8,2 milhões de postos de trabalho, e o nosso trabalho hoje consolida o turismo como vetor de desenvolvimento inclusivo”, aponta o presidente da Embratur.

“Mais de 95% dos negócios do turismo brasileiro são micro e pequenas empresas, a maioria liderada por mulheres. Isso significa mais recursos, oportunidades, emprego e renda em todo o país.” 

Marcelo Freixo, presidente da Embratur

O ano de 2025 foi histórico para o turismo internacional no país. E a expectativa para 2026 é que siga essa tendência.

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