Programa Cidades Verdes e a engenharia no desenvolvimento sustentável

Diretor do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, Maurício Guerra detalha como o governo federal pretende capacitar municípios

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Fotografia colorida mostrando homem olhando para telão de palco durante congresso-Metrópoles
1 de 1 Fotografia colorida mostrando homem olhando para telão de palco durante congresso-Metrópoles - Foto: Divulgação

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Reduzir emissões de gases prejudiciais à atmosfera é quase uma unanimidade mundial quando se discute o aquecimento global. Muito se fala sobre o papel dos países nas metas sustentáveis. Nesse contexto, as Cidades Verdes são importantes – assim é chamado o plano do governo federal detalhado durante painel do 12º Congresso Estadual de Profissionais de Engenharia e do Colégio de Inspetores 2025, que foram promovidos pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) nos dias 8 e 9 de agosto para fortalecer e valorizar a área tecnológica.

Diretor do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Maurício Guerra fechou o evento com a palestra “Cidades Verdes” sobre como o Executivo pode cumprir objetivos para conter o aumento da temperatura global. Isso passa, principalmente, por capacitação.

No início do painel, o diretor citou uma matéria do Metrópoles sobre a forte chuva que atingiu o litoral paulista em 2023, na que foi uma das maiores da história do Brasil. Não somente em São Paulo, Pernambuco também foi relembrado com as cheias de 2022, que superaram as históricas de 1975.

Fotografia colorida mostrando homem com microfone-Metrópoles

Em números, Maurício pontuou quais são os maiores responsáveis pela emissão de gases prejudiciais à atmosfera no país. Diferentemente do resto do mundo, aqui as maiores emissões são rurais, impulsionadas pelo desmatamento. Os estados onde mais ocorrem são o Pará, o Mato Grosso e o Maranhão. São Paulo está em quinto lugar nesse ranking.

Levando em conta quais as localidades mais afetadas no Brasil e quais precisam cumprir metas, o governo federal criou o programa Cidades Verdes, em que a engenharia pode se encaixar no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.

As estratégias passam por mitigação e adaptação, com sete planos setoriais para a primeira e 16 para a segunda, englobando áreas como agricultura, pecuária, cidade e mobilidade, indústria, resíduos etc.

A mitigação envolve uma trajetória de metas, com rota de redução. A ideia é diminuir de 59% a 67% as emissões no médio prazo e chegar ao zero em 2050. “O setor de energia tem que contribuir com essa redução”, reforçou Maurício, lembrando que as emissões no transporte também têm grande impacto.

Cidades Verdes

O Cidades Verdes busca capacitar os municípios com vulnerabilidade social, vulnerabilidade climática, bem como regiões metropolitanas, a mitigar essas emissões.

Algumas das ações na prática pensadas para esse planejamento a longo prazo são o aumento de 300 mil hectares de cobertura vegetal urbana até 2050 – em que a engenharia entra como protagonista; pois os bairros devem ter, no mínimo, 30% de cobertura de copas de árvore e todos devem morar a uma distância mínima de 300 metros de um espaço verde público de qualidade.

Para isso, serão direcionados investimentos ao programa, com o financiamento climático aplicado no Fundo Clima e ampliando também o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para o fomento da indústria verde e serviços verdes.

A primeira leva do Cidades Verdes engloba 50 municípios. Em São Paulo, Sorocaba foi a escolhida. O zoneamento dessas localidades – parte fundamental de planos diretores – será considerado nas questões climáticas, bem como as zonas periféricas, com o Edital Periferia Verde Resiliente – que seleciona propostas voltadas à estruturação de iniciativas para adaptação inclusiva às mudanças climáticas, com foco na aplicação de soluções baseadas na natureza.

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