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COP30: com redução de 55% no desmatamento, Pará leva resultado inédito

Dados do INPE confirmam a maior queda proporcional da década na Amazônia Legal

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1 de 1 Fotografia colorida mostrando floresta-Metrópoles - Foto: Bruno Cecim/Ag.Pará

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O Pará reduziu em 55% a área desmatada entre 2021 e 2024, segundo dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) — de 5.238 km² para 2.362 km².

Trata-se da maior queda em área dos últimos anos na Amazônia Legal, resultado de uma estratégia combinada de repressão a crimes ambientais, tecnologia de monitoramento e políticas públicas que estimulam a mudança de uso dos recursos do solo e da floresta.

A curva de desaceleração se manteve firme em 2024, com uma queda de 28,4% na taxa anual de desmatamento.

O estado também reduziu a participação nos alertas da Amazônia Legal: de 31% (2024) para 17% (2025), o menor índice em anos recentes (no acumulado entre agosto a maio, ano Prodes 2025: 38% e 29%).

“Essa redução não é retórica. É resultado de uma presença constante do Estado onde antes só havia omissão. Estamos mostrando que é possível proteger a floresta e gerar desenvolvimento sustentável com base em resultados”, afirma o governador Helder Barbalho.

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As operações Curupira e Amazônia Viva são executadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) e pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup)
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As operações Curupira e Amazônia Viva são executadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) e pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup)

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Monitoramento, fiscalização e políticas públicas conectadas

Os números são sustentados por iniciativas articuladas no Plano Estadual Amazônia Agora, que reúne programas como o Plano de Bioeconomia (PlanBio), o sistema jurisdicional de REDD+, Regulariza Pará, o Plano de Recuperação da Vegetação Nativa, a política de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), entre outros.

Esse pacote de ações conecta comando e controle ambiental com alternativas econômicas viáveis para os territórios mais pressionados pelo avanço da destruição, reforçando a lógica de valorização da floresta viva.

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Curupira: repressão em campo com presença permanente

A Operação Curupira é uma das âncoras da estratégia paraense no enfrentamento ao desmatamento.

Com bases fixas em São Félix do Xingu, Novo Progresso e Uruará — regiões historicamente marcadas pela pressão ambiental —, a operação atua de forma integrada com as forças de segurança pública e promove ações contínuas de fiscalização e repressão a ilícitos.

“A implementação da Operação Curupira representou uma inflexão estratégica no enfrentamento aos crimes ambientais na Amazônia, com a intensificação das ações de fiscalização em áreas classificadas como prioritárias devido à elevada pressão por desmatamento”, destaca o secretário de Meio Ambiente, Raul Protázio.

“Os resultados já indicam uma tendência de redução consistente nos índices de desmatamento nessas regiões. Paralelamente, o governo do Estado tem avançado na execução de um conjunto integrado de políticas públicas voltadas ao uso sustentável dos recursos florestais e do solo, promovendo alternativas produtivas viáveis que conciliam desenvolvimento econômico e conservação ambiental”, complementa.

A presença fixa do Estado também provocou queda nos índices de criminalidade nos municípios monitorados.

“Há uma correlação direta entre destruição ambiental e violência. Ao combater o desmatamento, protegemos também a vida das pessoas”, reforça o secretário de Segurança Pública, Ualame Machado.

Combate às queimadas

Para a prevenção e o enfrentamento às queimadas, o Pará lançou no Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano o programa estadual “Pará sem Fogo”, uma iniciativa inédita, que amplia a estratégia do Estado a partir de medidas prioritárias.

A partir dos monitoramentos de cenários, a Semas identificou que as florestas estão cada vez mais inflamáveis e criou novas estratégias de atuação.

“Faremos um zoneamento para identificação das áreas prioritárias e, a partir disso, a definição das regiões onde concentraremos a nossa atuação”, explica o secretário.

“Vamos formar também uma estrutura de brigadistas para que façam o combate no local, de forma mais rápida e eficiente, além de garantir todo o equipamento necessário para o combate às queimadas e incêndios florestais, em parceria com o setor privado e com uma rede de órgãos estaduais”, acrescenta.

Governo do Pará

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