Outubro Rosa: “minha receita é fé, coragem e gratidão”

Moradora do DF conta como as amizades que fez ao longo do tratamento e a espiritualidade tem ajudado na luta contra o câncer de mama

Após 26 anos de serviços prestados à Polícia Civil do DF, a perita criminal Ieda Costa tinha um planejamento pronto para a aposentadoria. Aos 53 anos e cheia de energia, ela queria fazer várias viagens, ter mais tempo para praticar esportes e para curtir a família.

Cuidadosa, fazia exames de rotina rigorosamente e procurava levar uma vida saudável. Recém-aposentada, a primeira viagem da família para os Estados Unidos estava organizada. Ela, o marido, Cícero, as duas filhas, Jéssica e Vanessa, e os genros iriam para Nova Iorque em pouco tempo.

Em 5 de junho de 2017, data de aniversário de uma das filhas, o diagnóstico de um tipo invasivo de câncer na mama direita de Ieda mudou o planejamento. Mas só um pouquinho. Se você acredita que um laudo de neoplasia maligna é uma sentença sem volta, precisa conhecer Ieda.

Um mês depois do resultado dos exames, eu já fiz minha cirurgia, retirei as duas mamas. Disse para as minhas filhas não desistirem da viagem. Entrei no centro cirúrgico sorrindo. Afinal, a vida continua. Enquanto eu estiver aqui, vou fazer cada minuto valer a pena.

Ieda Costa, policial civil aposentada

Os cabelos cacheados cheios de volume não parecem ter sofrido os danos de sete sessões quimioterápicas. A rápida recuperação das madeixas se deve, entre alguns fatores, ao tratamento com o uso de touca térmica indicado pela oncologista Daniele Assad, do Hospital Sírio-Libanês em Brasília.

 Rafaela Felicciano/Metrópoles
Há um mês, Ieda entrou para o Canomama, grupo liderado pela nutricionista Larissa Lima. A equipe é formada por mulheres que já enfrentaram a doença

“Amizades que extrapolam a doença”

Mesmo durante o tratamento de quimioterapia, Ieda não deixou de fazer musculação, fisioterapia, de cumprir os compromissos da igreja – ela e o marido são catequistas -, e nem de sorrir. “Nos dias em que eu estava muito mal, ia para as reuniões da Crisma e ficava só assistindo, palpitando”, lembra, rindo.

A perita aposentada conta que os dias em que ia ao Centro de Oncologia do Sírio-Libanês em Brasília para tomar a medicação venosa não eram tristes. Ali ela fez grandes amizades, tanto com outras mulheres parceiras de quimioterapia, quanto com os integrantes da equipe de atendimento. “Eu me sentia completamente acolhida, abraçada”.

Os momentos árduos vinham alguns dias depois, com a baixa da imunidade. Quem dava o suporte nessas situações era, principalmente, o marido.

O difícil do câncer não é a doença em si, é o tratamento. Tem que ter muita coragem para encarar. 

Ieda Costa, policial civil aposentada

Após o encerramento das sessões de quimioterapia, os planos foram retomados com força total. Claro, com a supervisão de Dra. Daniele, exames e medicações em dia. Ela e o marido já foram à Itália e à Fernando de Noronha. Ativa, há um mês entrou para o Canomama, grupo brasiliense de canoagem, formado por mulheres que já tiveram câncer de mama.

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Nos treinos, as mulheres mastectomizadas trocam experiências e dividem alegrias e tristezas

Duas vezes por semana, o grupo rema Lago Paranoá adentro. “É lindo. A gente ri, se diverte. Passamos pelo mesmo problema, então, compartilhamos experiências, resultados. Isso sem falar nos benefícios para o corpo, principalmente para os braços, que são tão afetados pelo tratamento”, completa.

Questionada sobre a origem de toda essa força de superação, a aposentada não pensa duas vezes: “tem que ter um controle emocional muito grande. E, para isso, tenho minha espiritualidade, minhas amizades. Costumo dizer que a receita é fé, coragem e gratidão”.

Atendimento multidisciplinar

Uma pesquisa publicada em junho deste ano pelo Jornal Canadense de Pesquisas sobre Câncer mostrou que tratamentos de câncer de mama realizados por equipes multidisciplinares em ambientes integrados têm melhores resultados. Para a realização do estudo, foram analisados 9.357 casos entre 2001 e 2017.

Segundo a oncologista de Ieda, Dra. Daniele Assad, do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, a oferta de um atendimento global a pacientes que sofrem de neoplasia maligna é uma corrente mundial e vem sendo adotada pelos melhores hospitais do mundo. “O volume de informação médica é muito grande. Então, quando você tem uma equipe completa de profissionais especializados cuidando do paciente, consegue promover um resultado muito melhor”, explica.

Andre Borges/Esp. Metrópoles
Daniele Assad, oncologista da área de mama do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês em Brasília

Em Brasília, o Sírio-Libanês tem uma área dedicada exclusivamente à mama. O espaço, no Lago Sul, conta com oncologistas clínicos, mastologistas, cirurgiões plásticos, radiologistas, radioterapeutas e geneticistas. Além disso, as pacientes podem contar com enfermeiras clínicas, psicólogas e nutricionistas.

Se eu tenho uma dúvida, vou ao consultório ao lado e chamo meu colega mastologista. Do ponto de técnico, é excelente. E, para o paciente, é uma segurança enorme.

Daniele Assad, oncologista

Semanalmente, o time de profissionais da área realiza uma reunião para discutir os casos e as melhores condutas para cada paciente. Outra vantagem é que o Centro de Oncologia funciona todos os dias, inclusive aos domingos e feriados. “O calor humano é um grande valor em nossa instituição, bem como a excelência na medicina. Então, eu sei que, mesmo quando eu não estou presente, as minhas pacientes são igualmente bem assistidas e cuidadas pelos demais especialistas da nossa unidade”, complementa a médica.

Conheça a equipe do setor de mama do Hospital Sírio-Libanês em Brasília:

Prevenção

O Sírio-Libanês oferece ainda serviços de acompanhamento para pacientes saudáveis, com ou sem histórico familiar de câncer, que desejam fazer a investigação genética ou, simplesmente, fazer exames periódicos.

“Uma mulher saudável deve iniciar o rastreamento e realizar a prevenção aos 40 anos. No caso de pessoas que tiveram casos da doença em familiares de primeiro grau, começamos a acompanhar a partir dos 35 anos, ou 10 anos antes da idade que a familiar teve a neoplasia. Apenas 15% dos casos de câncer de mama são genéticos, são a minoria, mas é uma porcentagem que devemos monitorar”, ressalta Dra. Daniele Assad.

Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês em Brasília – Unidade Lago Sul
www.hsl.org.br

Horário de funcionamento
Segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
Domingos e feriados atendimento especial

Central de atendimento
(61) 3044-8888

Outros endereços do Sírio-Libanês em Brasília:

Centro de Diagnósticos Asa Sul
SGAS 613/614, Salas 17 a 24, Lote 99

Centro de Oncologia Asa Sul
SGAS 613/614, Conjunto E, Lote 95

Hospital Sírio-Libanês
SGAS 613, s/n, Lote 94