Sírio-Libanês amplia serviços no DF

Desde 2011, hospital conta com duas unidades de oncologia e um Centro de Medicina Diagnóstica que, juntos, atendem 40 mil pacientes por ano

Perto de completar 100 anos, o Hospital Sírio-Libanês comemora o pleno funcionamento do primeiro hospital completo da rede fora do estado de São Paulo, no Distrito Federal. Com seis especialidades médicas principais – Cardiologia, Ortopedia, Neurologia, Oncologia, Radioterapia e Pronto-Atendimento (PA) –, o novo hospital, localizado na quadra 613 da Asa Sul, tem capacidade para atender, em média, todos os meses, 5 mil pacientes na emergência, 3 mil na internação e realizar até 300 cirurgias de média e alta complexidade, inclusive com uso do robô Da Vinci.

A estrutura de 30 mil m², considerada de nível internacional, levou um ano e dois meses para ficar pronta e custou aproximadamente R$ 260 milhões, valor que inclui desde a obra à contratação de quase 600 profissionais. “Estamos construindo a nossa história em Brasília há oito anos. Durante esse período, aumentamos a nossa gama de serviços e acrescentamos complexidade e maturidade ao trabalho desenvolvido”, destaca o diretor geral do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, o médico oncologista Dr. Gustavo Fernandes.

Com pouco mais de cinco meses de operação, cada vez mais planos de saúde começam a adicionar o hospital às redes de entidades credenciadas. Segundo o diretor geral, a carta de convênios regionais deverá aumentar em breve. “Estamos em fase de negociação com os planos. A gente obteve as licenças e os papéis necessários para a negociação com as empresas apenas em fevereiro. Queremos usar o mais rapidamente possível tudo aquilo que construímos para acolher o maior número de pessoas”, diz.

Dr. Fernandes reforça que os pacientes dos dois Centros de Oncologia e do Centro de Medicina Diagnóstica da instituição, presentes na capital federal há quase oito anos, continuam sendo atendidos por todos os convênios médicos que já estavam cadastrados por estes centros, normalmente.

Nível internacional

Quem chega ao Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, pela primeira vez se depara com uma estrutura de ponta, idêntica à de São Paulo (SP), até na decoração. Logo na entrada, o sistema de autoatendimento é feito por iPads e permite que o público cadastre os próprios documentos pessoais e pedidos de exames, recebendo a senha por SMS. Quem não é familiarizado com o equipamento, ou simplesmente prefere a instrução de um colaborador, pode recorrer aos guichês de atendimento disponíveis no mesmo espaço.

O edifício conta com seis salas de cirurgia (que podem ser reposicionadas para abrigar mais duas) e com tecnologia médica de ponta, como o robô Da Vinci, que faz cirurgias minimamente invasivas, além de um aparelho de ressonância intraoperatório – único fora do eixo Rio-São Paulo – que possibilita, entre outras aplicações, fazer um mapeamento por imagem durante a cirurgia, potencializando muito os resultados em comparação a um procedimento feito apenas a olho nu. Com esta solução é possível, por exemplo, remover um tumor na cabeça com total precisão e segurança, sem afetar as funções do cérebro.

O centro de endoscopia também conta com um centro cirúrgico no qual os especialistas podem realizar procedimentos como a retirada de cálculo biliar (pedra na vesícula), por exemplo, sem ocupar uma das seis salas cirúrgicas principais. Além disso, todos os especialistas do setor são qualificados para realizar qualquer exame ou procedimento na região gastrointestinal.

Dr. Gustavo Fernandes explica que o objetivo da instituição é ser o primeiro hospital de altíssima complexidade de Brasília. Na prática, o complexo está preparado para realizar com excelência procedimentos que exigem elevado grau de especialização, ou que envolvam alta tecnologia e custo, como remoção de tumores, cirurgias cardíacas, neurocirurgia, diálise, transplantes, entre outros.

É a nossa prioridade número um, número dois e número três. Queremos que os pacientes que venham aqui tenham saibam o que está acontecendo e sintam que temos o controle de situações extremamente complexas.

Dr. Gustavo Fernandes, diretor de operações do Hospital Sírio Libanês em Brasília

O edifício tem 144 quartos de 40 m² a 70 m² que seguem o mesmo padrão do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, inclusive em detalhes como os quadros que decoram as paredes. Há duas unidades diferenciadas para pacientes obesos e duas para pacientes que necessitam de espaço mais amplo, com ante-sala para trabalho e acomodações para assessores diretos. Estas contam com metragem maior, de 50m² e 70m², respectivamente. Além disso, o hospital oferece 36 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo seis destinadas a transplantes de medula.

Em quase todos os ambientes destinados ao tratamento de pacientes há janelas, inclusive nas salas de cirurgia. Este cuidado tem o objetivo de fazer com que as pessoas possam ver a luz do sol, tenham noção de tempo (dia/noite) e acesso ao que ocorre do lado de fora da instituição, o que pode contribuir na recuperação. Nas três Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) em que não existe contato com o ambiente externo por meio de janelas, grandes telas de LCD mostram imagens em tempo real do ambiente, clima e a movimentação na via L2 Sul e imagens do Lago Paranoá.

O centro de endoscopia também conta com um centro-cirúrgico. Nele, os especialistas podem realizar procedimentos como a retirada de cálculo biliar (pedra na vesícula), por exemplo, sem ocupar um dos seis centros cirúrgicos. Além disso, todos os especialistas do setor são capacitados para realizar qualquer exame ou procedimento na região gastrointestinal.

O médico Gustavo Fernandes explica que o objetivo da instituição é ser o primeiro hospital de altíssima complexidade de Brasília. Na prática, é a capacidade para realizar com excelência procedimentos que exigem elevado grau de especialização, ou que envolvam alta tecnologia e custo, como remoção de tumores, cirurgias cardíacas, neurocirurgia, diálise, transplantes, partos de alto risco, dentre outros.

“Nosso ponto forte são as pessoas”

Segundo o diretor de operações, Dr. Gustavo Fernandes, o padrão Sírio-Libanês une qualidade e modernidade. “Para mim, o nosso ponto forte são as pessoas que trabalham aqui dentro. Desde os funcionários que atuam na limpeza até o segurança, que recebe as pessoas com toda gentileza, assim como os profissionais que compõem o corpo clínico, que são de alta qualidade técnica e pessoal”.

Michael Melo/Metrópoles
“A gente quer tentar fazer muito bem feito e tentar fazer isso para muita gente, tentar derivar experiências muito positivas daqui de dentro e levar isso para o país de uma forma mais ampla”. Gustavo Fernandes, diretor de operações em Brasília

Visamos entregar para o paciente tudo o que há de melhor. Desde uma estrutura bacana, confortável, moderna e uma equipe profissional com compreensão e domínio muito grande daquilo que estão fazendo. 

Dr. Gustavo Fernandes, diretor de operações do Hospital Sírio Libanês em Brasília

A história do Sírio-Libanês

Fundado em 1921 a partir de uma Sociedade Beneficente de Senhoras sírias e libanesas que desejavam retribuir a acolhida e hospitalidade que lhes foi dedicada no Brasil, o Hospital Sírio-Libanês só conseguiu abrir suas portas 44 anos depois – nesse período, o prédio do hospital foi requisitado pelo Governo do Estado de São Paulo para que fosse instalada a Escola Preparatória de Cadetes, durante a Segunda Guerra Mundial, e só voltou às mãos da Sociedade Beneficente de Senhoras em 1959.

O Hospital Sírio-Libanês é uma instituição filantrópica que reverte a maior parte do seu lucro para o próprio hospital. Atualmente é referência em atendimento, inovação e ensino. O hospital também é parceiro de projetos do Ministério da Saúde para garantir melhor atendimento à população, não só oferecendo capacitação aos médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) como também recebendo pacientes. Em fevereiro deste ano, por exemplo, o então recém-inaugurado Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, fez uma doação de três aparelhos de radioterapia para o Governo do Distrito Federal (GDF) para ajudar a zerar a fila de pessoas que esperam pelo tratamento contra o câncer.

Na Capital Federal, o Sírio-Libanês também tem um convênio para atender pacientes do SUS por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde. Desde 2014, crianças e adolescentes do Hospital da Criança de Brasília José Alencar fazem tratamento de radioterapia gratuitamente no Centro de Oncologia do Sírio-Libanês por meio de convênio celebrado entre as instituições.

 

Hospital Sírio-Libanês Brasília
www.hospitalsiriolibanes.org.br
Endereço: SSGAS 613, S/N, Lote 94 – Asa Sul
Atendimento 24h
Telefone: (61) 3044-8888