O que acontece antes de o molho Fugini chegar às prateleiras

Entre um princípio de conservação conhecido há gerações e a ciência dos alimentos está o processo que garante a durabilidade dos produtos

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Em um momento em que o consumidor lê rótulos com mais atenção, uma dúvida surge com frequência: se não tem conservante, como os produtos duram tanto?

No caso dos itens da Fugini, a resposta não está em um ingrediente oculto, mas no processo. O princípio lembra práticas antigas da cozinha doméstica. Na indústria, é aplicado com controle rigoroso de tempo, temperatura e segurança, em um método conhecido como pasteurização.

Antes de chegar ao supermercado

A pasteurização é um processo térmico aplicado principalmente aos produtos com pH mais baixo, ou seja, mais ácidos, como molhos de tomate, extratos e passatas.

Funciona da seguinte forma: o alimento passa por aquecimento controlado, permanece na temperatura adequada pelo tempo necessário, é envasado ainda quente e fechado hermeticamente.

No momento do fechamento, o próprio calor do produto contribui para a esterilização interna da embalagem.

O resultado é um alimento seguro, que pode ser armazenado em temperatura ambiente enquanto permanece fechado.

Para tornar o conceito mais próximo do dia a dia, existe uma analogia familiar: o preparo tradicional de geleias caseiras.

Ao ferver a fruta, colocá-la ainda quente no pote esterilizado e fechar bem a tampa, o calor atua como agente de conservação, permitindo que o alimento dure meses.

A lógica é semelhante à utilizada na indústria, com a diferença de que tempo, temperatura e padrões de segurança são rigorosamente monitorados.

@fuginiMolho e geleia, o que eles têm em comum? 🤓🍅 Vem descobrir!😀♬ som original – Fugini 🍅

É esse conjunto de fatores que permite que produtos como o Molho de Tomate Tradicional, Passata de Tomate, Extrato de Tomate, Molho Bolonhesa, entre outros da linha, cheguem ao consumidor sem a necessidade de conservantes artificiais.

Atualmente, 72% do portfólio não possui conservantes adicionados, um avanço viabilizado justamente pelo aprimoramento das tecnologias térmicas empregadas na produção.

O papel do pH

Na ciência dos alimentos, a escala de pH é determinante para definir qual tratamento térmico será utilizado.

Quanto menor o pH, maior a acidez do alimento.
Quanto maior o pH, menor a acidez.

Produtos à base de tomate normalmente apresentam pH abaixo de 4,5. Essa acidez natural já dificulta a proliferação de micro-organismos perigosos. Quando combinada com aquecimento controlado, envase quente e fechamento hermético, garante vida útil prolongada.

Já alimentos com pH mais alto e baixa acidez, como vegetais ou molhos gourmet, exigem um processo mais intenso: a esterilização em autoclave, equipamento que funciona como uma grande “panela de pressão” industrial. Nesses casos, alimento e embalagem passam juntos por altas temperaturas e pressão.

Embora ambos os métodos utilizem calor, a diferença está na acidez do produto e na intensidade do tratamento aplicado. Cada item recebe o processo adequado à formulação.

Segurança está no conjunto de cuidados

Outra dúvida comum envolve as embalagens flexíveis, como o sachê. A segurança, no entanto, não depende somente da rigidez do material, e sim do controle industrial.

A combinação entre formulação adequada, controle de pH, tratamento térmico específico e fechamento hermético é o que assegura a integridade do alimento.

Enquanto fechado, o produto permanece seguro e shelf stable, ou seja, pode ser armazenado fora da geladeira. Após aberto, a conservação depende do armazenamento correto.

Qualidade preservada

O controle preciso do processo térmico que elimina micro-organismos não compromete sabor, textura ou propriedades nutricionais.

O aquecimento, seguido de resfriamento adequado, mantém as características sensoriais originais do produto, replicando o mesmo princípio das geleias caseiras, só que com escala, precisão e segurança industrial.

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