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A inteligência artificial avança em ritmo acelerado no mundo inteiro e já transforma a forma como pessoas estudam, trabalham, consomem informação e tomam decisões. No Brasil, esse movimento abre uma discussão que vai além do uso cotidiano da tecnologia: o país terá condições de se tornar protagonista na inovação com IA ou seguirá apenas como consumidor de soluções desenvolvidas no exterior?
Essa é a pergunta que orienta o terceiro e último encontro do ciclo “Para onde vai a regulação da IA?”, promovido pelo Metrópoles, em parceria com a OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT. O debate será transmitido ao vivo no dia 17 de março, às 11h, no YouTube do Metrópoles, com o tema “O Brasil pode ser protagonista na inovação com IA?”.
Participam desta edição o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), 2º vice-presidente da comissão especial responsável pela análise do Projeto de Lei nº 2.338/2023, que estabelece as regras para o uso da inteligência artificial no Brasil, e a advogada Christina Aires, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os dois acompanham de perto discussões sobre economia digital, inovação e regulação tecnológica, temas que hoje estão no centro das decisões sobre o futuro da IA no país.
Mais do que debater os impactos da tecnologia, o encontro propõe discutir um ponto estratégico: como construir um ambiente regulatório e institucional que permita ao Brasil desenvolver inteligência artificial com competitividade, segurança jurídica e responsabilidade.
Inovação e desenvolvimento no centro do debate
A discussão ocorre em paralelo à tramitação do Projeto de Lei nº 2.338/2023. O texto pode influenciar diretamente a adoção da tecnologia em áreas como indústria, serviços públicos, educação, comunicação e economia digital.
O desafio em debate é encontrar um equilíbrio entre dois objetivos que precisam caminhar juntos: proteger direitos e, ao mesmo tempo, criar condições para inovação, investimento e desenvolvimento tecnológico.
Os dois convidados representam perspectivas diferentes — o poder público e o setor produtivo — que hoje precisam caminhar juntos para que a inteligência artificial avance no país.
“O Brasil e o mundo estão vivendo a quarta revolução industrial. Isso abre muitas oportunidades para o país, desde que consigamos construir uma boa regulamentação que permita inovar e desenvolver novas tecnologias.”
Reginaldo Lopes, Deputado Federal

Conheça os participantes do Talk
O 2º vice-presidente da comissão especial que analisa o PL nº 2.338/2023, o deputado Reginaldo Lopes é economista e tem participado de discussões legislativas ligadas ao desenvolvimento, à transformação digital e à modernização do Estado.
Para o parlamentar, o grande desafio é encontrar um ponto de equilíbrio que permita ao país estimular a inovação sem abrir mão de regras claras para a aplicação da tecnologia.
“Precisamos de uma regulamentação que permita ao Brasil ser inovador, mas também um país capaz de aplicar a inteligência artificial com responsabilidade, ampliando oportunidades para a sociedade e melhorando a eficiência das políticas públicas”, afirma o vice-líder do governo no Congresso.
Também participa do encontro a advogada Christina Aires Corrêa Lima de Siqueira Dias, especialista da Confederação Nacional da Indústria. A presença da CNI reforça a dimensão econômica da discussão, em um momento em que empresas acompanham de perto os impactos da futura regulamentação sobre investimento, pesquisa, experimentação e competitividade.
Do ponto de vista do setor produtivo, o desafio é criar um ambiente regulatório que permita experimentação, investimento e desenvolvimento tecnológico. Ao mesmo tempo, as empresas também precisam lidar com questões como segurança de dados, responsabilidade algorítmica e impacto no mercado de trabalho.
Tema em destaque
Os encontros anteriores mostraram que a discussão sobre IA já ultrapassou o universo técnico e passou a envolver decisões políticas, econômicas e sociais.
No primeiro debate do ciclo, especialistas discutiram um desafio central: Como criar uma inteligência artificial pensada para o Brasil. No segundo talk, o debate avançou para outro ponto crucial: qual deve ser o caminho para uma regulação responsável da inteligência artificial.
O encontro destacou que regular IA não significa frear inovação, mas criar regras que tragam segurança jurídica e confiança social para o uso da tecnologia. Esse equilíbrio, segundo especialistas, será determinante para atrair investimentos e impulsionar o ecossistema tecnológico brasileiro.
Mais do que acompanhar a evolução da tecnologia, o objetivo do terceiro encontro do ciclo “Para onde vai a regulação da IA?” é entender como as decisões tomadas agora podem moldar o futuro da inovação no país.
Em um momento em que a inteligência artificial avança rapidamente, discutir seu desenvolvimento deixou de ser um tema restrito a especialistas. É uma conversa que envolve economia, democracia, educação e o próprio papel do Brasil na nova era tecnológica.
Talk: O Brasil pode ser protagonista na inovação com IA?
Data: 17 de março
Horário: 11h
Transmissão: YouTube do Metrópoles

