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Junho foi um mês otimista para o mercado imobiliário. Sim, mesmo após a chegada da Covid-19, casas e apartamentos têm sido mais comercializados e até mesmo reformados por consequência de novos comportamentos.
A taxa básica de juros (Selic), no patamar mais baixo da história (2,25% ao ano), em conjunto com a necessidade de imóveis mais espaçosos ajudaram a impulsionar as vendas do setor. Com o home office, por exemplo, muita gente começou a procurar residências com mais espaços, com áreas descobertas, onde o morador pode ter contato ao ar livre.
Somado a isso, pequenas obras e reparos também aumentaram durante esse período. Uma lâmpada para trocar, uma parede para pintar, um quadro para pendurar… Sempre há algo que precisa ser reparado dentro de casa. Além disso, o isolamento social levou a uma maior valorização do conforto no lar. Ou seja, o momento tem sido visto como uma oportunidade para fazer aquelas pequenas obras e reformas que acabam sempre ficando para depois.

Na Demacol Home Center, loja de material de construção e acabamento de grande porte em Ceilândia DF, os produtos mais vendidos foram desde o básico até o acabamento, como: pisos e porcelanatos, pintura, iluminação, louças e metais e eletros em geral, itens que o próprio cliente consegue trocar ou manusear, bem como acompanhar de perto os profissionais que estão realizando o serviço, por estarem em grande parte trabalhando em home office, aponta o proprietário Ronaldo Marinho.

“É notório um crescimento atual na construção civil, bem como há fortes indícios que o mesmo irá se manter por um longo tempo, devido a queda dos juros. Além de não compensar mais fazer investimentos no mercado financeiro, o que acaba caindo no colo da construção civil em reformas e construção, as classes de baixa renda poderão conquistar a casa própria com os juros baixos. Estima-se algo em torno de 1 a 2 milhões de consumidores que poderão entrar nesse mercado”, finaliza Ronaldo Marinho.



