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No Brasil a homeopatia foi reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 1980. Desde 2006 ela também integra, como especialidade médica, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (Pics) do Ministério da Saúde (MS), na medida em que prioriza uma visão mais abrangente do indivíduo, em suas dimensões física, psicológica, social e cultural.
Atualmente, a especialidade está disponível em 12 locais da rede municipal, como Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Ambulatórios de Especialidades (AEs) e hospitais, em todas as regiões, que contam com 17 médicos homeopatas. Em 2024, foram realizadas 12.465 consultas homeopáticas na rede.
Medicamentos atuam estimulando o sistema de defesa
Com especialização na área há mais de 20 anos, o homeopata Eduardo Nishimiya Takeyama atende no Hospital Municipal e Maternidade Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte, e conta que, ao longo desse tempo, tem visto uma mesma reação nos pacientes: “Depois de começar, a maioria decide continuar se tratando com homeopatia”.
Isto porque, segundo o especialista, uma das características marcantes da medicina homeopática é justamente o vínculo que se forma entre médico e paciente: “O homeopata entende cada sujeito como um todo, então ao longo da consulta ele precisa saber como o paciente está psiquicamente, ou seja, como está seu humor, memória, pensamentos, se está tudo bem no trabalho e em suas relações afetivas e familiares, etc.; além de todos os detalhes dos sintomas físicos, claro.”
Uma vez feita esta anamnese aprofundada, o homeopata avalia os sintomas relatados e é com base nesta análise que o medicamento é prescrito, sempre com o objetivo de atuar sobre o sistema de defesa do paciente, nos casos de doenças agudas ou crônicas. “A homeopatia é indicada para qualquer quadro clínico não cirúrgico, e nos casos cirúrgicos, também pode auxiliar no acompanhamento pré e pós-operatório.”
O homeopata explica, no entanto, que se um mesmo paciente tiver mais de um quadro clínico a ser tratado, todos serão considerados na seleção do medicamento a ser prescrito, ou quando isto não for possível, prioriza-se o de maior gravidade, ou seja, aquele que apresente o maior risco à saúde do paciente, já que o medicamento deve ser único, para não confundir o sistema de defesa com vários estímulos diferentes.

Paciente buscou especialidade em busca de terapia mais natural
Paciente de Eduardo Nishimiya Takeyama no Hospital Municipal Vila Nova Cachoeirinha, a funcionária administrativo-financeira Danielle Moreira, 47, iniciou o uso da homeopatia há cerca de 10 anos. Ela conta que a motivação inicial para procurar a especialidade foi a decisão de adotar métodos mais naturais para tratar suas queixas em saúde, em um momento da vida em que optava pelo vegetarianismo.
Ela diz que, a partir do uso dos medicamentos homeopáticos, rapidamente percebeu melhorias em condições como estresse, ansiedade, cansaço e mesmo dores, e desde então não abandonou mais o tratamento na especialidade.
“Vejo o médico a cada três ou quatro meses, nós conversamos, ele ouve o meu relato sobre como estou me sentindo e a partir daí faz os ajustes na prescrição”, explica a paciente, que se declara satisfeita com a opção. “Já indiquei para muitas amigas, que também já indicaram para outras pessoas… gostaria que mais pessoas conhecessem a homeopatia, e acho ótimo que tenhamos acesso a ela por meio do SUS”, comenta Danielle.
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Atendimento na rede municipal
O acesso a uma consulta de homeopatia na rede municipal de saúde é feito a partir da solicitação do cidadão em sua UBS de referência.
Os pacientes também têm acesso à dispensação dos medicamentos prescritos, que varia de acordo com a região.
Prefeitura de São Paulo
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