O caminho além do risco: executiva encontrou na XP uma base para empreender
Após anos no setor bancário, executiva criou a Requin Capital, reconhecida com o Prêmio G20, o grupo dos melhores escritórios da XP no país

Durante 25 anos, Juliana Libonati construiu uma carreira que, para muita gente, representaria o destino final. Passou por diferentes posições no mercado financeiro, tornou-se gerente, gerente-geral e chegou à superintendência de um banco, responsável por operações voltadas ao segmento de alta renda.
Havia experiência, cargo, estrutura e aquilo que Juliana hoje chama de uma “suposta comodidade” da vida CLT: salário, férias, 13º e uma empresa pronta ao redor. Até que ela começou a prestar atenção no que acontecia do lado de fora.
Por volta de 2017, novos modelos de assessoria de investimentos ganharam espaço no Brasil. Clientes recebiam ofertas diferentes, profissionais começavam a observar os escritórios independentes e plataformas financeiras ampliaram a competição em um mercado historicamente concentrado nos bancos. Juliana decidiu entender aquela movimentação antes de simplesmente reagir a ela.
A curiosidade profissional acabou se transformando em uma pergunta pessoal: e se, depois de mais de duas décadas trabalhando dentro da estrutura de outra instituição, fosse possível construir a própria?
Em 2022, recebeu propostas da XP para que conhecesse mais de perto o modelo ajudaram a tirar a ideia do campo da observação. O passo seguinte significava trocar uma carreira consolidada pelo risco de começar novamente, ainda que não exatamente do zero.
“É preciso coragem. É preciso disciplina, é preciso persistência, porque não é fácil você sair de uma suposta comodidade e ter coragem de dar o passo. Empreender é um desafio muito grande”.
Juliana Libonati, CEO da Requin Capital
Ver esta publicação no Instagram
A história dela ajuda a responder uma dúvida comum a profissionais que já conquistaram estabilidade, mas começam a enxergar outra possibilidade de futuro: como saber quando mudar de carreira deixa de ser uma vontade e passa a ser um projeto real?
O mercado também mudou
A virada de Juliana aconteceu enquanto a própria profissão de assessor de investimentos crescia no Brasil. No primeiro semestre de 2026, o país chegou a 27,2 mil assessores de investimentos credenciados, segundo a Ancord (Associação Nacional das Corretoras de Valores), entidade responsável pelo credenciamento da categoria.
A XP, por sua vez, informa atualmente trabalhar com mais de 500 escritórios credenciados distribuídos pelo país.
O assessor deixou de ser apenas alguém que apresenta investimentos. Em muitos escritórios, a atividade passou a envolver também prospecção, relacionamento, planejamento financeiro, gestão de pessoas, estratégia comercial e administração de uma empresa.
Juliana percebeu rapidamente essa diferença. “Quando você está no banco, você tem tudo muito pronto”, conta. Ao abrir o próprio negócio, a realidade passou a incluir processos, estrutura, impostos, contratação e decisões que antes pertenciam a outras áreas da instituição.
A liberdade chegou acompanhada de responsabilidade.

Rede de apoio especializada
A assessoria de investimentos Requin Capital nasceu como escritório vinculado ao ecossistema da XP. Na prática, a empresa permanece independente em sua gestão, cultura e estratégia comercial, enquanto utiliza a estrutura da plataforma para acessar produtos, especialistas e diferentes mesas de negócios.
É justamente essa combinação que Juliana aponta como uma das razões pelas quais o modelo lhe chamou atenção.
“Apesar do desafio do empreendedor em ter que montar sua própria empresa, ter a liberdade de poder atender o cliente através da demanda dele faz com que o universo seja mais amplo”, explica.
Por meio da plataforma, os assessores têm acesso a produtos de diferentes instituições financeiras, além do suporte de especialistas da XP e áreas dedicadas para atender demandas mais complexas dos clientes.
Para Juliana, essa retaguarda funciona quase como uma empresa maior atrás da pequena empresa. “Eles te orientam e não largam a tua mão”
Imagine que um empresário atendido pela Requin Capital tenha uma necessidade financeira específica. A equipe do escritório está em Recife, conhece aquele cliente e entende de perto o problema. Mas talvez a solução exija uma estrutura que o time local nunca tenha montado.
Em vez de limitar o atendimento ao conhecimento existente dentro do escritório, a equipe pode recorrer aos especialistas da plataforma. ‘Eu tenho o front, que é meu time, no relacionamento direto com o cliente. E, quando surge uma demanda mais específica, contamos com toda a expertise e a estrutura da XP para apoiar e complementar esse atendimento’, explica.
Ela descreve situações em que sua equipe leva uma demanda à XP e as duas estruturas passam a desenhar juntas uma alternativa para aquele caso. Às vezes, uma necessidade inédita em Pernambuco já apareceu anteriormente para outro escritório em São Paulo, no Rio Grande do Sul ou em outra região e esse conhecimento pode ser reaproveitado.
Essa rede é justamente um dos elementos que ajudam a transformar a assessoria financeira em possibilidade de empreendedorismo. O profissional deixa de pensar apenas na própria carteira de clientes e passa a pensar na empresa.
Modelo de parceria
A autonomia também permitiu a Juliana desenhar a cultura da empresa. Depois de 11 anos trabalhando diretamente com contratação, formação e gestão de profissionais enquanto ocupava cargos de liderança no banco, ela levou essa experiência para a seleção do time da Requin Capital.
A estratégia escolhida foi um modelo de partnership. O objetivo é fazer com que a equipe pense como proprietária do negócio.
“Dentro desta empresa vem quem quer crescer como sócio. Quem quer fazer uma carreira rápida, quem quer ganhar dinheiro no curto prazo, não vem. Vem quem quer crescer como sócio no médio e no longo prazo”.
Juliana Libonati, CEO da Requin Capital
Hoje, a Requin Capital tem 35 profissionais. A expansão foi suficiente para fazer o escritório abandonar antes do previsto uma sede na qual ela imaginava permanecer por cerca de uma década. Uma nova sala, com aproximadamente o dobro do tamanho, estava prevista para ser inaugurada em novembro.
Quando é hora de mudar?
O que alguém deveria fazer antes de deixar uma carreira e entrar no mercado financeiro com intenção de empreender?
A resposta de Juliana não envolve dinheiro, cargo ou coragem. “Se informe, estude”, responde.
Para ela, um mercado em rápida transformação exige repertório técnico para que o profissional consiga conversar com segurança, comparar alternativas e sustentar recomendações. “Ferramentas de inteligência artificial podem aumentar a capacidade de análise, mas não substituem a bagagem necessária para interpretar o que chega à tela”, avalia.
O segundo conselho é escolher bem quem estará ao lado. “Procure bons parceiros. Procure quem tem expertise, e quem faz isso com boas práticas”, finaliza.
Saiba mais em www.xp.com.br
