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Conheça técnica que corrige orelha de abano sem precisar de cirurgia

A otomodelação por Earshutt é procedimento, não cirúrgico, que utiliza um fio para tracionar e modelar a orelha para mais perto da cabeça

Wey Alves/Metrópoles
Foto colorida de um homem de costa com uma orelha mais aberta para fora e a outra mais próxima da cabeça - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de um homem de costa com uma orelha mais aberta para fora e a outra mais próxima da cabeça - Metrópoles - Foto: Wey Alves/Metrópoles

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Cerca de 3 a 5% da população brasileira tem orelhas proeminentes, popularmente conhecidas como orelhas de abano, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Essa condição genética impacta diretamente na autoestima e na vida social de crianças, adolescentes e adultos. 

Especialista em harmonização facial e expert em otomodelação, Daniel Medeiros explica que o incômodo com o visual, muitas vezes, faz com que a pessoa passe a esconder a orelha com o cabelo, boné ou até mesmo a utilizar outras estratégias – até prejudiciais – para evitar comentários constrangedores. 

“Uma mãe me procurou pedindo ajuda para o filho. O adolescente de 15 anos estava colando a orelha com cola Super Bonder há mais de dois anos, devido ao bullying que ele sofria na escola”, conta Daniel. 

Para reparar essa situação, Daniel realizou o procedimento de otomodelação por meio da técnica Earshutt — que não é cirúrgica —, deixando as orelhas mais próximas da cabeça e devolvendo a qualidade de vida do jovem. 

A otomodelação dura cerca de 1 hora e é feita com anestesia local

Otomodelação 

Atualmente, existem duas formas para corrigir a orelha de abano: a otoplastia (feita por meio de cirurgia plástica) e a otomodelação (procedimento não cirúrgico que utiliza um fio para tracionar e modelar a orelha). 

A diferença entre os dois procedimentos está no tempo de recuperação, no impacto que o corpo sofre, além do custo benefício. O valor da otomodelação é bem mais em conta, chegando a um preço 20% mais baixo. Sem precisar de incisões, centro cirúrgico nem de internação, a técnica Earshutt proporciona um maior conforto ao paciente. 

De acordo com o especialista, o procedimento é rápido e indolor. “Utilizamos um fio de polipropileno — que não é absorvido pelo organismo — para fazer pontos por dentro da cartilagem da orelha. Dessa forma, há uma tração que induz a orelha para trás, deixando ela mais próxima da cabeça”, explica. Todo o fio fica interno. 

Daniel Medeiros é especialista em otomodelação há dois anos

Para se aprimorar nessa técnica, o Dr. Daniel Medeiros fez curso de especialização em otomodelação. “Aprendi com o próprio criador do método, em um curso que é o único com certificado e habilitado pelo MEC [Ministério da Educação]. Eu quis buscar informações com o profissional que é referência na técnica para dar mais segurança aos meus pacientes”, pontua. 

O procedimento é indicado para pessoas acima de 7 anos e conta com poucas limitações para a realização. 

Contraindicações:

– Grávidas e lactantes. 

– Portadores de lesões pré-existentes nas orelhas. 

– Hipertensos e diabéticos (não tratados). 

– Hemofílicos. 

– Portadores de infecção ou inflamação pré-existentes nas orelhas.

– Menores de 7 anos.

Realização de um sonho

O incômodo com as orelhas de abano acompanhou José Antônio Luz, de 41 anos, por quatro décadas. “Sofri muito na infância e até hoje [essa condição] era motivo de zoação. Isso me incomodava bastante, principalmente depois de cortar o cabelo, quando ficava bem evidente”, relata. 

José conta que, com o tempo, foi buscando informações sobre como poderia corrigir a orelha de abano. “Pesquisei bastante, inclusive vi sobre o procedimento cirúrgico, mas fiquei com medo de não dar certo, então optei pela otomodelação”, afirma. 

“Foi a realização de um sonho. Na hora eu nem acreditei, só foi quando eu cheguei em casa e olhei no espelho que percebi que era real. Estou feliz demais.”

José Antônio Luz, almoxarife

Para realizar o procedimento, o morador de Águas Lindas do Goiás se planejou com antecedência. “Eu juntei dinheiro por alguns meses e programei para fazer nas minhas férias no meio do ano para dar tempo de me recuperar bem antes de voltar ao trabalho”, relata ele, que atua como almoxarife. 

Após uma semana do procedimento, ele já teve alguns prazeres como cortar o cabelo bem curtinho. “Agora eu posso, finalmente, comprar um óculos bacana para usar. Antes não dava porque não encaixava. Estou realizado.” 

Cuidados

O especialista ressalta que, para que a otomodelação saia 100% como esperado, é importante o paciente seguir todas as recomendações após o procedimento. Entre os cuidados, Daniel reforça sobre a utilização da faixa de compressão. 

“Não adianta fazer um procedimento bem feito se o paciente não cuidar no pós”, afirma Daniel Medeiros

“O uso da faixa é necessário, pois a cartilagem tem memória. A faixa ajuda a orelha a não voltar para o formato anterior”, pondera o especialista. De acordo com o profissional, o ideal é utilizar a faixa nas primeiras 24 horas direto e depois só durante a noite. 

Além disso, não pode entrar em piscina ou praia no período de 10 dias. Nesse sentido, o planejamento para fazer o procedimento e uma recuperação bem feita são essenciais. 

Daniel Medeiros 

Instagram | Facebook

Telefone: (61) 9 9612-7426

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