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BBTS Talks: o prompt hoje representa a nova era da IA

Metrópoles e BBTS convidaram Camila Achutti e Marisa Reghini para um bate-papo sobre como a metodologia ágil está se transformando

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BBTS reúne Camila Achutti e Marisa Reghini
1 de 1 BBTS reúne Camila Achutti e Marisa Reghini - Foto: Reprodução/YouTube

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“O ágil nasceu da tentativa de aproximar negócio e tecnologia, evitando a fragmentação de responsabilidades. Se um projeto fracassa, não é só culpa da TI ou do negócio, mas da forma como a organização se estruturou”, explicou Camila Achutti, fundadora e CEO da Mastertech e fundadora da SOMAS, durante mais uma edição do BBTS Talks – Conversas para um Futuro Conectado. Junto com Marisa Reghini, vice-presidente de Negócios e Tecnologia do Banco do Brasil, ela analisou a cultura ágil e os impactos da inteligência artificial no futuro do trabalho.

Mais do que um bate-papo técnico, a live mostrou como os conceitos de cultura ágil e inteligência artificial já saíram dos laboratórios e dos manuais corporativos para moldar o dia a dia de empresas e instituições.

A conversa trouxe experiências concretas de quem vive essa transformação por dentro — seja liderando startups de impacto social, como é o caso de Camila, seja no comando da tecnologia de uma das maiores instituições financeiras do país, como Marisa.

O contraste entre trajetórias diferentes, mas complementares, ajudou a revelar um ponto em comum: inovação só acontece quando negócio, tecnologia e pessoas deixam de caminhar separados.

A conversa, mediada pela jornalista Vanessa Oliveira, abordou desde a história do ágil até os dilemas atuais da IA generativa. No centro do debate estava uma questão urgente: como manter organizações competitivas em um cenário em que a mudança deixou de ser anual ou trimestral e passou a ser diária, acelerada e imprevisível.

As especialistas mostraram como a combinação entre talentos diversos, práticas ágeis e tecnologias emergentes está redefinindo a forma de desenvolver software

 

Cultura digital

Com o tema “Do Post-it ao Prompt: Metodologia ágil na era da IA”, a metáfora que se construiu ao longo do talk foi clara: se o post-it simbolizou o início do ágil, o prompt hoje representa a nova era da inteligência artificial.

Se antes o cozinheiro organizava receitas em post-its, agora o prompt funciona como um menu digital que comunica imediatamente à cozinha o prato desejado. Mas, para que o resultado seja bom, toda a equipe precisa falar a mesma língua. Essa é a essência da mentalidade ágil.

Entre os principais aprendizados, Camila destacou que inovação só ocorre de forma sustentável quando guiada por simplicidade radical e feedback contínuo. “Não é sobre lançar produtos robustos e imutáveis, mas sobre testar rápido, ajustar e aprender com o erro”, afirmou.

Marisa reforçou o ponto trazendo a experiência do Banco do Brasil: “Criamos conselhos de clientes e centros de excelência que atuam desde o design do produto, garantindo que segurança e inovação cresçam juntas”.

Em instituições financeiras, onde risco e compliance são altos, essa integração é decisiva. O padrão, como explicou a vice-presidente, é ter especialistas de segurança inseridos já no planejamento e não apenas depois do lançamento, por meio dos Centros de Excelência (COEs).

Bate-papo mostrou como as inovações trazem ganhos de produtividade, qualidade, segurança e valor para os negócios

Entusiasmo e cautela

A conversa também mostrou como a inteligência artificial se tornou uma fronteira estratégica. Marisa compartilhou a experiência da Academia IA, programa de capacitação interna que alcançou milhares de funcionários do BB, inclusive em posições de liderança feminina.

“Hoje, aprender a programar tem o mesmo peso de aprender a ler e escrever. Não para transformar todos em programadores, mas para dar às pessoas autonomia na interação com as máquinas.”

Camila Achutti, fundadora da Mastertech e da SOMAS

As especialistas foram unânimes em ressaltar que, sem governança e protocolos de uso, a IA pode ampliar desigualdades ou comprometer dados sensíveis. A mensagem foi clara: adotar tecnologia sem cuidado é tão arriscado quanto ignorá-la.

Assista a live na íntegra:

Diversidade como motor da inovação

Equipes diversas criam produtos menos enviesados e mais aderentes à realidade do público.

O BBTS corrobora que diversidade aumenta criatividade e performance de times — e num país heterogêneo como o Brasil, produtos financeiros, de saúde ou plataformas públicas precisam refletir essa pluralidade para serem eficazes. “Quando quem cria não representa quem usa, nascem distorções”, frisa Camila.

Marisa destacou que o BBTS aposta em programas de inclusão que começam nas escolas e alcançam a formação de mulheres em TI. “Diversidade não é discurso, é pipeline. Quanto mais diversos são os times, mais criativos e úteis são os produtos”, reforçou.

Camila também introduziu o conceito de “licenciamento de poder” que é criar uma cultura em que qualquer colaborador possa levantar a mão, discordar ou propor novas soluções.

Para ela, não adianta adotar metodologias ágeis se a liderança não pratica transparência radical. Em outras palavras: não basta mudar processos; é preciso mudar comportamentos de cima para baixo.

Descrição para cegos: Três pessoas sentadas em poltronas, de frente para o público. Uma mulher de vestido verde, um mulher de terno azul e gravata lilás, e outra mulher de blazer branco, com fundo azul do evento
O encontro debateu o papel da diversidade, das metodologias ágeis e da inteligência artificial na construção de soluções digitais que realmente importam

BBTS Talks  Conversas para um futuro conectado

Promovido pelo Metrópoles, em parceria com a BB Tecnologia e Serviços, o BBTS Talks traz uma série de conversas sobre assuntos de grande relevância.

Em julho de 2025, foi realizada a primeira edição do BBTS Connect Itinerante 2025. O encontro aconteceu em Recife e teve como tema as Conexões Que Trazem Valor. O evento trouxe à tona discussões essenciais sobre transformação digital, inovação sustentável e, principalmente, humanização nas organizações.

Em março, o programa BBTS Talks contou com a participaçãa jornalisto da e especialista em ESG Giuliana Morrone, e de Henrique Leite de Vasconcellos, executivo de Negócios e Finanças Sustentáveis no Banco do Brasil, que falou sobre governança responsável, o cuidado com o meio ambiente e a inclusão social para um futuro sustentável.

No segundo semestre, em agosto, a iniciativa recebeu o bicampeão olímpico Giovane Gávio para um bate-papo sobre liderança, disciplina e desenvolvimento pessoal.

E em 2024, o projeto abordou temas relacionados à conexão e inovação. Já participaram do projeto, a jornalista e escritora Rosana Hermann, o criador e diretor do Festival MixBrasil de Cultura e Diversidade André Fischer, e o consultor, professor e estrategista de negócios Eduardo Maróstica.

A BB Tecnologia e Serviços é uma provedora de soluções inteligentes que atua em diversas áreas, incluindo gestão de segurança, soluções digitais, comunicação e conectividade – sempre destacando a inovação e a tecnologia.

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