PF e PRF pedem a Ministério da Economia concursos para 7.895 vagas

Corporações solicitaram autorização de novos certames na semana passada, mesmo após ministro Paulo Guedes dizer que vetaria seleções futuras

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atualizado 08/06/2019 15:46

Mesmo com a afirmação do ministro do Economia, Paulo Guedes, de que o governo suspenderá concursos porque “há servidores em excesso”, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Federal (PF) encaminharam ao órgão pedido de autorização para realizar novos certames. Juntas, as corporações pedem a abertura de 7.895 oportunidades de nível médio e superior. Os salários começam em R$ 2.467 e chegam a R$ 10.357,88. A expectativa é de liberação dos editais em 2020.

No caso da PRF, a solicitação é de 4.435‬ vagas. Entre elas, 4.360 vagas são para policial rodoviário federal, cujo salário é de R$ R$ 10.357,88, com exigência de diploma em nível superior. As outras 75 são para o cargo de agente administrativo, com remuneração de R$ 4.022,77, para quem tem nível médio completo. O regime de contratação é o estatutário.

A PRF sofre com a falta de profissionais devido a aposentadorias, mortes, vacâncias e transferências. No final de 2018, o déficit era de 8 mil servidores. Em fevereiro deste ano, foi realizada uma seleção para 500 novos profissionais, porém, o concurso foi suspenso e ainda é analisado judicialmente.

O pedido da Polícia Federal é para a abertura de 3.460 vagas a fim de preencher postos entre 2020 e 2022. Entre eles, ao menos 357 são para cargos da área administrativa – 234 para ensino médio e 123 para  nível superior. As remunerações iniciais variam de R$ 4.746,16 a R$ 7.841,95.

No caso dos que concluíram a faculdade, a solicitação é de oportunidades para administrador, arquivista, assistente social, contador, enfermeiro, farmacêutico, médico e psicólogo.

Ministério da Economia

As duas corporações encaminharam os documentos ao Ministério da Economia no fim de maio para não extrapolar prazos. Os órgãos federais tiveram até o dia 31 do mês passado para formalizar as demandas.

Após esse prazo, a Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal (SGP) do órgão examina os pedidos, de acordo com as prioridades e necessidades do governo. O resultado desse processo é levado em conta na elaboração do orçamento do ano seguinte, que é enviado ao Congresso no fim de agosto.

Somente após essa análise o ministério pode autorizar o concurso. Isso é feito por meio de portarias no Diário Oficial da União (DOU).

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