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Um terço (33%) dos brasileiros sem emprego atualmente faz bicos e trabalhos temporários, geralmente informais, para sobreviver, enquanto 29% contam com a ajuda financeira de familiares ou amigos, e 7% recebem auxílio do Bolsa Família. Apenas 2% se utilizam de alguma reserva ou investimento. Os dados são de um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Os bicos realizados para esses trabalhadores se manterem são diversos, incluindo: os serviços gerais – manutenções, pedreiro, pintor, eletricista, etc (21%); produção de comida para vender – como marmita, doces e salgados (11%); serviços de diaristas e lavagem de roupa (11%); e serviços de beleza, como manicure e cabeleireiro (8%).

“Nos últimos meses, a criação de trabalhos informais é maior que a de vagas com carteira assinada. Esse aumento visível na informalidade mostra que a crise e o desemprego obrigaram mais pessoas a buscar alternativas para constituir renda”, destaca a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Entre os desempregados que fazem bicos para se manter, a média de dedicação é de três dias por semana. Essa falta de assiduidade pode não ser apenas uma questão de escolha, mas sim de escassez de oportunidades, pois apenas 12% dos trabalhadores nessa situação consideram que está fácil conseguir trabalhos extras.

“O jeito, muitas vezes, é improvisar: pedir ajuda aos amigos ou familiares, arranjar ocupações temporárias e partir para a informalidade. Ou seja, fazer de tudo para reinventar-se e conseguir pagar as contas”, afirma a economista Marcela Kawauti.

 

 

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