Alteração no edital dos bombeiros não exclui atestado ginecológico
Em entrevista coletiva, comando do Corpo de Bombeiros do DF confirmou a retirada do termo "hímen íntegro", mas informou que não vai dispensar comprovação de que a candidata não tem câncer de colo de útero

Depois da polêmica envolvendo exigências do edital do concurso do Corpo de Bombeiros, a corporação convocou a imprensa, na tarde desta sexta-feira (29/7), para explicar a obrigatoriedade do exame papanicolau para as mulheres que pretendem concorrer a uma vaga. O texto foi alterado, mas apenas o termo “hímen íntegro” não consta mais no texto. Ainda é necessário um laudo que descarte a incidência de câncer de colo de útero ou um atestado médico indicando que a candidata não precisa ser submetida ao papanicolau. Segundo os bombeiros, os exames de triagens sempre foram exigidos nos certames.

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Ver todasNa prática, apesar do novo texto, o exame continua sendo exigido. O que mudou foi apenas a retirada do termo “hímen íntegro” do texto. “Assim que tomamos conhecimento da polêmica, nos reunimos para tratar o assunto. Ficou decidido que o exame ou o laudo continua sendo exigido, mas mudamos o termo no edital”, explicou o tenente-coronel Alan Araújo, chefe da comunicação dos bombeiros.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO coronel explicou ainda que, a cada dois anos, todos os militares passam por avaliações médicas para atestar as boas condições de saúde. “As mulheres fazem os mesmos exames novamente e os homens, a partir da idade de incidência de câncer de próstata, também fazem os exames que detectam a doença. É uma forma de prevenção e de cuidado com os militares e com a corporação”, completou o coronel.



