
Em palestra, Temer defende "pacto" entre Poderes e vê eleição apertada
Em evento fechado, Michel Temer fez críticas à polarização e defendeu que futuro presidente faça um "pacto" com o Judiciário e o Legislativo

O ex-presidente Michel Temer (MDB) defendeu durante palestra realizada no Sindicato dos Engenheiros, em São Paulo, que o próximo presidente da República faça um “pacto” com os Poderes Legislativo e Judiciário. O emedebista fez críticas ao atual momento político do Brasil e disse ser necessário um processo de pacificação após as eleições de 2026.
O encontro ocorreu na última quinta-feira (30/7) e foi restrito a convidados. Temer dividiu a mesa com o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania) e o ex-ministro Antônio Imbassahy (PSDB), além do ex-secretário de Desenvolvimento Regional de São Paulo Marco Vinholi (Republicanos).
O ex-presidente disse que a eleição deve ser uma escolha de projetos, e não apenas uma disputa entre pessoas ou partidos políticos, em crítica à polarização entre o PT e o bolsonarismo que tem marcado a politica nacional desde 2018. Temer afirmou que atualmente os discursos são baseados em “ódio e divisão” e que as divergências deveriam ser sobre programas e ideias.
Para ele, embora reconheça que há uma centralização de poder nas mãos do Executivo, a oposição no Brasil falha em não cumprir seu papel de impedir um “poder absoluto” do presidente, tendo como foco exclusivamente “destruir” a gestão em vigor.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO ex-presidente assumiu o poder em 2016, após as articulações que culminaram no impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), de quem era vice. O fato fez com que Temer passasse a ser chamado de golpista por membros e eleitores do PT.
Questionado pelos presentes, o emedebista evitou dar um palpite sobre quem deve ganhar a eleição presidencial de outubro – Lula ou Flávio Bolsonaro. Para ele, o cenário de polarização torna difícil a previsão sobre o resultado.



