Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Vinicius Passarelli

Deputado do PL comemora fim da escala 6x1: "Vitória de quem trabalha"

Deputado do PL, Luiz Carlos Motta é presidente de federação de sindicatos do comércio e celebrou fim da escala 6x1, pauta associada a Lula

15/10/2026 11:09, atualizado 15/10/2026 11:12
Divulgação
O deputado federal Luiz Carlos Motta (PL-SP)

O deputado federal Luiz Carlos Motta (PL-SP) comemorou a aprovação, pelo Senado, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 no país. O texto foi aprovado na noite dessa quarta-feira (14/10), em dois turnos, ambos por 75 votos a 1.

Na Câmara, o parlamentar fez parte da Comissão Especial que analisou a proposta e defendeu o texto durante os trabalhos.

Reeleito deputado federal com 112,8 mil votos, Motta é presidente da Fecomerciários, federação que reúne 72 sindicatos e representa mais de 2,5 milhões de trabalhadores do comércio no Estado de São Paulo. Ele também preside a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC).

“Essa é uma vitória de quem trabalha. Eu comecei atrás do balcão e sei o que é passar seis dias no trabalho e ter um só para viver. O comerciário vai ter tempo para a família, para estudar, para cuidar da saúde”, afirmou.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

A PEC reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado por semana, um deles preferencialmente aos domingos, e proíbe a redução de salários.

A mudança será gradual: a jornada cai para 42 horas dois meses após a publicação e chega a 40 horas um ano depois. Como o Senado não alterou o texto aprovado pela Câmara, a PEC segue agora para promulgação pelo Congresso Nacional.

Posição de Flávio Bolsonaro

Na última terça-feira (13/10), o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) anunciou uma mudança de posição sobre a PEC. Após defender um modelo de jornada flexível, ele afirmou que votaria a favor da proposta apoiada pelo governo Lula (PT). Em agenda de campanha em Porto Alegre, Flávio votou à distância.

A avaliação entre aliados do senador é de que, ao perceber que a matéria teria quórum para ser aprovada, Flávio decidiu votar a favor para evitar desgaste com eleitorado, cuja maioria é a favor da medida, às vésperas da eleição. A interlocutores, o entorno do candidato diz que, caso eleito, Flávio pode propor alterações no texto aprovado pelo Senado.