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Vinicius Passarelli

Aliado de Nunes articula para ter comando da Câmara de SP em 2027

Vereador João Jorge (MDB) é citado por pares como o favorito para assumir a Presidência da Câmara Municipal de SP, atualmente com o União

08/08/2026 04:30, atualizado 08/08/2026 06:17
Richard Lourenço / Rede Câmara
Imagem colorida mostra o vereador João Jorge, de terno e gravata, falando ao microfone

A sucessão no comando da Câmara Municipal de São Paulo já tem movimentado os bastidores e as conversas entre os vereadores da base do prefeito Ricardo Nunes (MDB). De acordo com parlamentares, o vereador João Jorge (MDB) tem pavimentado o caminho para tentar se eleger presidente da Casa para o ano legislativo de 2027. A eleição da Mesa Diretora ocorrerá em 15 de dezembro.

Jorge é o atual vice-presidente da Câmara Municipal e um dos homens fortes de Nunes no legislativo municipal. A interlocutores, Nunes sinaliza que o vereador deve ter o seu apoio na disputa.

Caso se concretize, a entrada do emedebista na presidência significará o fim da hegemonia do grupo político liderado pelo ex-presidente da Câmara Milton Leite (União Brasil) no posto, atualmente ocupado por Ricardo Teixeira (União Brasil).

Nos bastidores, vereadores afirmam que João Jorge já tem liderado os trabalhos da Casa, presidindo sessões e fazendo o trabalho de articulação dos projetos e assuntos de interesse da gestão Nunes, ao lado do líder do governo Fábio Riva (MDB) e do vice-líder Gilberto Nascimento (PL).

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A disputa pelo comando da Câmara Municipal no último ano representou um racha entre o grupo de Nunes e o de Milton Leite. Isso porque o dirigente do União Brasil reivindicava um acordo que teria sido feito com os outros partidos da base para que partido tivesse a presidência ao longo dos quatro anos do mandato de Ricardo Nunes, por meio de um rodízio entre vereadores da legenda.

Após o primeiro ano de Teixeira no cargo, em 2025, Milton Leite tentou emplacar o seu pupilo político no posto, Silvão Leite, para este ano. A base de Nunes não topou o movimento e passou a trabalhar pela recondução de Ricardo Teixeira, que chegou a ser ameaçado de expulsão do União Brasil. Apesar do desgaste, Teixeira foi eleito para um segundo ano de mandato.