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Eleições 2026Tácio Lorran

Gráfica de alvo da PF faturou R$ 3 milhões com candidatos do RJ

Dono de gráfica foi preso em setembro de 2024 sob a acusação de coordenar uma quadrilha que fazia teatro de rua para espalhar fake news

10/10/2026 04:00
Arte Metrópoles
Gráfica de alvo da PF faturou R$ 3 milhões com candidatos do RJ

Preso pela Polícia Federal em 2024, Roberto Pinto dos Santos faturou R$ 3,1 milhões nas eleições deste ano no Rio de Janeiro com sua gráfica, a Mavimix Adesivos Decorativos. Entre os maiores clientes estão o diretório estadual do PSD e Antônio Rueda.

Roberto Pinto dos Santos foi preso em setembro de 2024 sob a acusação de coordenar uma quadrilha que fazia teatro de rua para espalhar fake news eleitorais. O grupo também é suspeito de ter praticado caixa dois, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e obstrução da Justiça. Ele foi solto duas semanas depois da prisão e responde em liberdade à ação na Justiça do Rio de Janeiro.

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Local onde as reuniões aconteciam
Grupo teatro invisível
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Local onde as reuniões aconteciam

O maior cliente da Mavimix foi o diretório estadual do PSD, que pagou R$ 854 mil à gráfica. O segundo maior foi Antônio Rueda, presidente do União Brasil eleito para a Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro. Rueda gastou R$ 546 mil na Mavimix.

Roberto Pinto dos Santos é sócio de Flávio Pertuis Esteves e Luciano Furtado Braga na gráfica. Além da Mavimix, o empresário é dono da Mil Comunicação e Eventos, que recebeu R$ 382,8 mil do fundo eleitoral.

Os dois clientes da Mil Comunicação foram Renan Ferreirinha, eleito para a Câmara dos Deputados pelo PSD do Rio de Janeiro, e Ione Maria Dias Barbosa, candidata do PL à Câmara dos Deputados. Ferreirinha pagou R$ 344 mil à empresa, e Ione Barbosa, R$ 37,8 mil.

Operação Teatro Invisível

Roberto Pinto dos Santos era, segundo as investigações da Polícia Federal, coordenador de um grupo criminoso formado por funcionários desviados de prefeituras da Baixada Fluminense para influenciar o processo eleitoral de 2024.

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Para ter êxito, os funcionários se infiltravam em locais com aglomerações de pessoas, como pontos de ônibus, padarias, filas de bancos, bares e mercados, para difundir aos eleitores falsas afirmações sobre os adversários políticos. Para realizar o trabalho, cada um recebia cerca de R$ 2 mil mensais, enquanto os coordenadores tinham um salário de R$ 5 mil.

Um dos políticos beneficiados foi o deputado estadual do União Brasil Valdecy da Saúde, que foi candidato à Prefeitura de São João de Meriti em 2024, mas perdeu. A polícia ainda achou um arquivo do grupo chamado “Valdecy campanha teatro”. O deputado chegou a ser alvo de busca e apreensão na segunda fase da Operação Teatro Invisível, deflagrada em abril de 2025.