
PSD declara neutralidade no 2º turno das eleições presidenciais
Lula e Flávio Bolsonaro terminaram o 1º turno separados por cerca de 2 pontos percentuais; Caiado teve 2,19% e partido liberou apoios
04/10/2026 22:29, atualizado 04/10/2026 22:57

O PSD declarou neutralidade no segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para 25 de outubro.
A decisão deixa em disputa os 2,19% dos votos válidos obtidos por Ronaldo Caiado (PSD) no primeiro turno, em uma eleição na qual Lula e Flávio terminaram separados por cerca de 2 pontos percentuais.
A posição do PSD foi divulgada em nota assinada por Gilberto Kassab, presidente nacional da legenda e candidato a vice-presidente na chapa de Caiado.
O partido decidiu liberar diretórios estaduais, parlamentares, lideranças, filiados e militantes para escolherem individualmente quem apoiar.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Diante da diversidade de cenários eleitorais que tivemos nos estados, em que as instâncias estaduais do PSD tiveram liberdade para construir suas alianças, a direção nacional entende como natural manter esta diretriz neste segundo turno. Assim, cada diretório estadual, parlamentar, liderança partidária, filiados e militantes terão liberdade para definir seu apoio na eleição presidencial e em eventual disputa estadual”, declarou o cacique.
No comunicado, Kassab fez um balanço positivo da campanha e afirmou que o governador de Goiás representou uma alternativa aos dois polos que avançaram para a etapa final.
“Foi uma campanha propositiva, sem apelar aos extremismos que têm atrasado o Brasil ao longo das últimas eleições e que, lamentavelmente, se repetiram neste ano e capturaram os votos da maioria dos brasileiros.”
O dirigente afirmou ainda que pretende atuar para reduzir a polarização política, independentemente de quem vencer a eleição.
“Torceremos e atuaremos politicamente para que não sejam mais quatro anos de brigas pouco produtivas e debates sobre temas que não estão na pauta do desenvolvimento brasileiro, independentemente do vencedor. Não eleger Caiado presidente em 2026 significa que o Brasil perdeu uma oportunidade”, disse Kassab.



