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Eleições 2026Tácio Lorran

Direita avança no Senado com 50 parlamentares, sendo 28 do PL

Sigla amplia bancada ao eleger 19 senadores, que se somam aos parlamentares na metade do mandato

04/10/2026 21:34, atualizado 04/10/2026 23:51
Jonas Pereira/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária

Dezenove senadores do Partido Liberal (PL) – sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho, o presidenciável Flávio Bolsonaro – foram eleitos neste domingo (4/10). Isso equivale a 35% das 54 vagas em disputa para a Casa Alta nas eleições deste ano.

Com isso, a bancada do PL no Senado continua a ser a maior, mas vai praticamente dobrar de tamanho, subindo de 15 para 28 senadores. Todos os representantes de Rondônia e Santa Catarina serão do PL na próxima legislatura.

O número leva em conta os candidatos eleitos para o Senado e as mudanças decorrentes da saída de Sergio Moro (PL-PR) e Cleitinho (Republicanos-MG), que deixarão a Casa Alta após vencer o Executivo estadual em primeiro turno.

Vale destacar que há senadores que seguem na disputa por governos estaduais, o que pode promover mudanças na composição da casa legislativa. O número também é influenciado por titulares que atualmente estão licenciados dos cargos.

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Em contrapartida, o Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conseguiu eleger 6 senadores nas eleições deste ano. O número de parlamentares na Casa, contudo, permanece em nove cadeiras.

O aumento de cadeiras no Senado Federal era almejado pela direita brasileira como forma de avançar em pautas conservadoras e conter ações do Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que o impeachment de ministros da Suprema Corte é uma atribuição da Casa Alta.

Em ato na avenida Paulista em junho do ano passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro pediu aos apoiadores que “me deem 50% da Câmara e do Senado que eu mudo o destino do Brasil, nem preciso ser presidente”.

“Se me derem isso, não interessa onde esteja, aqui ou no além, quem assumir a liderança vai mandar mais que o presidente. Com essa maioria, elegemos nosso presidente do Congresso Nacional. Maioria das comissões de peso no Senado e Câmara. Nas sabatinas, decidimos quem prosseguirá”, disse.

Apesar da pressão da oposição pelo avanço de medidas nesse sentido, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) se negava a dar seguimento aos pedidos de impeachment. O aumento da bancada conservadora na casa legislativa coloca em risco a reeleição do atual chefe do Legislativo para um novo mandato em 2027.