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Tácio Lorran

Deputado aciona PF contra Flávio por notas emitidas a empresas usadas em esquema do Master

Lindbergh Farias pediu que PF investigue se serviços de advocacia realmente foram prestados para empresas ligadas a esquemas do Master

23/07/2026 12:34, atualizado 23/07/2026 12:46
Luis Nova/Metrópoles @LuisGustavoNova
O pré-candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro, em evento da Confederação Nacional da Indústria

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou a Polícia Federal, nesta quinta-feira (23/7), contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o Metrópoles revelar que o escritório de advocacia do presidenciável emitiu três notas fiscais, em abril de 2025, a favor de empresas ligadas à estrutura financeira do Master.

Duas dessas notas, no valor de meio milhão de reais cada, foram emitidas para a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., uma empresa de fachada que recebeu R$ 58 milhões do Master entre 2024 e 2025. Na mesma ocasião, foram canceladas. Naquele momento, Vorcaro já tinha injetado milhões na empresa de consultoria. Logo em seguida, o escritório de Flávio Bolsonaro faturou uma terceira nota, também de R$ 500 mil, desta vez em favor da Contábil Correa, cujo sócio-administrador é o atual diretor da Copenhagen. Nesse caso, não há registro de cancelamento.

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Primeira nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Copenhagen
Segunda nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Copenhagen
Nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Contábil Correa
Entenda o caminho do dinheiro
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Entenda o caminho do dinheiro

Arte / Metrópoles
Primeira nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Copenhagen
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Primeira nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Copenhagen

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Segunda nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Copenhagen
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Segunda nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Copenhagen

Arte/ Metrópoles
Nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Contábil Correa
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Nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Contábil Correa

Arte/ Metrópoles

Lindbergh pediu que a Polícia Federal incorpore as notas fiscais emitidas por Flávio às investigações já em curso, e que a corporação aprofunde a apuração sobre a origem e o destino dos recursos.

Na petição, o parlamentar afirma que “a sequência de emissões e cancelamentos das notas fiscais levanta dúvidas que somente uma investigação poderá esclarecer”, defendendo o compartilhamento das informações com inquéritos que já apuram o Banco Master, Daniel Vorcaro e a Trustee DTVM, que administra o fundo Estônia, principal acionista da Copenhagen.

O deputado federal também pede diligências para “reconstruir o caminho do dinheiro e verificar se houve efetiva prestação dos serviços advocatícios declarados”.

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O que diz Flávio Bolsonaro

“Diante de tentativas de vincular falsamente meu nome ao Banco Master, esclareço o que segue:

Firmei contrato de prestação de serviços de assessoria jurídica com a BR Global, nome fantasia da Contabil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda., empresa de contabilidade e auditoria que atende mais de 200 empresas e clientes em São Paulo.

Em determinada ocasião, fui consultado sobre a possibilidade de prestar serviços a uma cliente da BR Global, a Copenhagen Assessoria. Apesar da consulta, a contratação não avançou, não tendo o meu escritório recebido qualquer valor da Copenhagen Assessoria, razão pela qual as notas fiscais foram cancelas. Ou seja, estou sendo ‘acusado’ de NÃO receber alguma coisa.

Não tenho e jamais tive conhecimento de qualquer relação ou vinculação entre a BR Global ou a Copenhagen e o Master. Qualquer tentativa de me associar a este banco é capciosa, desprovida de qualquer fundamento fático e será tratada com as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, contra quem lhe der causa.

Por fim, como não sou investigado e meus dados são sigilosos, não poderiam estar em nenhuma investigação formal. Recai a suspeita de que órgãos governamentais, com fins eleitoreiros, tenham vazado dados protegidos por sigilo fiscal à imprensa. Conduta gravíssima, ilegal que será objeto de representação aos órgãos competentes para responsabilização dos autores.”