O que Alexandre de Moraes tratou com a campanha de Lula
Integrantes do comitê do candidato petista levaram uma lista de preocupações ao presidente do TSE, que prometeu atenção

A reunião entre integrantes da campanha do ex-presidente Lula nesta quinta-feira com o ministrio Alexandre de Moraes serviu para expor preocupações e pedir providências ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
O QG de Lula teme que a possibilidade de alta abstenção no segundo turno e as filas extensas nas seções de votação prejudiquem o candidato do PT ao Palácio do Planalto.
O encontro durou 40 minutos e foi solicitado pela campanha. Estavam presentes os senadores Randolfe Rodrigues e Humberto Costa, o senador eleito Wellington Dias, que coordena a campanha de Lula, e o presidente do PSOL, Juliano Medeiros.
Um dos presentes à reunião relatou à coluna que, após ouvir as preocupações, Moraes afirmou que providências já estão sendo tomadas no sentido de agilizar o processo de biometria e conferência de documentos para evitar que se repitam as filas imensas registradas em muitas seções eleitorais no primeiro turno.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAs filas, naturalmente, podem impactar diretamente nas abstenções: o temor é o de que eleitores desistam de votar por não quererem esperar. Segundo a fonte, Moraes sinalizou com um possível aumento do número de mesários.
A maior preocupação da campanha de Lula é com a situação em dois estados: Minas Gerais, colégio eleitoral tido como fundamental para a definição do resultado no próximo dia 30, e São Paulo, onde Lula foi derrotado pelo presidente Jair Bolsonaro.
Na reunião, os representantes do comitê de Lula também pediram providências do TSE para evitar que patrões obriguem empregados a votar em Bolsonaro — vídeos que circulam na internet mostram ofertas de “bônus” em dinheiro a funcionários em caso de reeleição do presidente.
A respeito desse assunto, a coluna apurou que Moraes se comprometeu a tomar medidas junto ao Ministério Público do Trabalho e à Corregedoria Eleitoral.
Outro tema do encontro foi a realização das eleições no exterior, onde, na soma global, Lula se saiu melhor que Bolsonaro. A campanha do petista expôs ao presidente do tribunal o temor de que possa haver ação deliberada de oficiais do Itamaraty para atrasar o processo.
O corpo diplomático é encarregado de cuidar das seções, normalmente montadas em embaixadas e consulados, onde votam os brasileiros que vivem no exterior. Nesse caso, diz a fonte, o ministro garantiu que não há risco.
Moraes, porém, reconheceu que a demora na votação nas seções no exterior, onde eleitores chegaram a ficar cinco horas na fila, é algo a ser observado. Ele disse que está em contato com o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, a quem compete a organização das seções em outros países, para agilizar o processo.




