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Apuração pelo Brasil

Ramiro Brites

O que ministro mineiro de Lula diz sobre virada histórica em Minas Gerais

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), contou a coluna dois motivos pelos quais os mineiros escolheram votar em Lula

26/10/2026 04:30
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Foto colorida de Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia

A jovem democracia brasileira tem visto um tabu atrás de outro ser quebrado. No domingo (25/10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou mais um feito inédito ao virar a eleição no 2° turno. No entanto, a máxima de “quem ganha em Minas Gerais, ganha no Brasil” permanece intacta.

O ministro Alexandre Silveira (PSD-MG), de Minas e Energia, disse à coluna o que fez com que o petista conseguisse mais uma vitória no “swing state” brasileiro – o termo é usado nas eleições americanas para definir estados que os eleitores migram de espectro político e costumam decidir as eleições.

Um dos motivos elencados pelo ministro é o fato de muitos eleitores mineiros não terem ido votar no primeiro turno. Outro é a proeminência de Lula nas relações internacionais.

“Eu tive o prazer de viajar para 29 países com o presidente Lula e pude ver de perto como ele é respeitado no exterior”, disse Silveira. “Os mineiros perceberam o risco da incapacidade do multilateralismo no outro governo”, acrescentou o ministro.

O debate sobre minerais críticos e a relação dos estrangeiros com terras raras permeou  boa parte da campanha. A discussão interessa muito o setor produtivo mineiro que concentra boa parte das mineradoras do país.

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A virada em Minas

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) fez 48,24% contra 43,32% de Lula em Minas Gerais.

Belo Horizonte foi uma das capitais escolhidas por Lula para fazer ato político na quarta-feira anterior à votação.

O estado é o que concentra o maior número de cidades viradas por Lula no segundo turno. O petista perdeu, na primeira rodada, em 76 cidades que ganhou no domingo.

No segundo turno, Lula fez 50,43% contra 49,57% do primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).