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Pouca vergonha

Por que a virgindade feminina ainda é tabu tão debatido atualmente

A virgindade de sisters do BBB 26 repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre o tema; sexóloga comenta o caso

22/01/2026 02:00
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Reprodução/Instagram
Foto colorida de Gabriela BBB26 - Metrópoles

Nesta semana, um dos assuntos mais comentados nas redes sociais acerca do BBB 26 foi a virgindade das participantes Milena e Gabriela. No caso da sister Gabriela, a repercussão foi maior devido às falas do brother Matheus que, durante uma conversa com Leandro, associou a virgindade dela à falta de “mente aberta”.

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“A mina é virgem. Não tem essa abertura de mundo. Para ela, é difícil se relacionar com um cara duro que nem a gente”, disse Matheus, em trecho que rapidamente se espalhou nas redes sociais e gerou críticas.

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Matheus BBB 26
Matheus
Gabriela BBB 26
Gabriela da Casa de Vidro do Sudeste
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Gabriela da Casa de Vidro do Sudeste

Divulgação/Globo
Matheus BBB 26
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Matheus BBB 26

Globo/Fábio Rocha
Matheus
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Matheus

Foto: Divulgação/BBB
Gabriela BBB 26
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Gabriela BBB 26

Globo/Fábio Rocha

Após os comentários, a equipe de Gabriela divulgou uma nota no Instagram, classificando o comentário como desrespeitoso e machista.

Por que a virgindade feminina ainda é tão “valorizada” socialmente?

“Infelizmente, hoje em dia não há tanta abertura para compreender a diversidade, a pluralidade e a liberdade sexual, mesmo entre as novas gerações, que vivem em um contexto no qual, com um clique, é possível acessar o mundo e todas as suas possibilidades”, explica Luciane Cabral, especialista em sexualidade humana, sexóloga e educadora física.

Segundo a profissional, ainda há muito a ser desconstruído. “Ainda mais quando o assunto é liberdade sexual feminina, empoderamento e a compreensão de que corpos e desejos são independentes de homens, tabus e crenças.”

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Impactos da pressão sobre a virgindade das mulheres

De acordo com Luciane Cabral, quando a sociedade dita as regras daquilo que pode ou não ser sentido ou desejado, isso afeta diretamente na percepção que a pessoa tem de si mesma e na validação de suas escolhas, afetando a autoestima.

“Atrapalha o processo de desenvolvimento natural e saudável dessa meninas e mulheres, que desde cedo, precisam se encaixar nos padrões impostos. A sexualidade é a esfera mais íntima de um ser humano e está diretamente ligada à forma como nos expressamos e nos relacionamos. Logo, o que falta é educação sobre sexualidade no mundo”, esclarece a sexóloga.

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Influência nos relacionamentos e na percepção

Para Luciane, esse tipo de comportamento em relação aos corpos femininos estão afetando os jovens. Segundo ela, muitos deixando de viver bons relacionamentos reais e partindo para relações virtuais, em que aparentemente o controle da dor parece ser mais fácil.

“Muitas meninas que atendo mentem sobre o que gostam e o que gostariam de fazer para si, para os parceiros e para a família sobre o início da prática sexual, o que provavelmente trará disfunções sexuais na adultice”, afirma Cabral.

Isso pode acabar em relacionamentos que tendem a fracassar e a se esgotar porque não atende as expectativas de ninguém. “O que falta é diálogo! Precisamos falar, educar e construir um olhar afetuoso para o sexo”, finaliza a profissional.