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Vício em sexo é real? Veja se você tem comportamento sexual compulsivo

Especialista norte-americana explica que comparar vício em sexo à dependência de álcool e drogas não é equivalente

atualizado 03/08/2022 22:32

Uma pessoa que gosta muito de sexo e tem a vida sexual ativa pode se autointitular viciada e até se vangloriar por isso. Afinal, exibir saúde mental e sexual é o auge do bem-estar hoje em dia.

Muitas manchetes, inclusive as que abordam a vida íntima de famosos, carregam o termo “vício em sexo”.  Mas será que essa dependência é real? E mais: como saber se você tem um comportamento sexual compulsivo?

De acordo com um artigo publicado no site Insider, os impulsos sexuais compulsivos são objeto de pesquisa científica e podem ser tratados medicamente quando necessário. Mas vale lembrar que o vício em sexo não é como a dependência em drogas, tampouco como o alcoolismo. O corpo não anseia fisiologicamente por sexo.

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Querer muito sexo

O artigo pontua que, apesar de não causar uma dependência, a liberação de dopamina e os sentimentos que uma pessoa associa à atividade sexual podem fazer com que o anseio por sexo cresça. Isso é conhecido como um comportamento sexual compulsivo, que é quando alguém tem uma quantidade excessiva de fantasias, impulsos e comportamentos sexuais.

Quando é ruim?

Quando se trata de excessos, seja de masturbação, seja de sexo, os especialistas entrevistados pela Pouca Vergonha sempre ressaltam que a questão só chega a ser um problema quando causa sofrimento ou interfere na rotina do indivíduo.

Vale ressaltar que muitas pessoas que se rotulam como viciadas em sexo não têm níveis anormais de atividade sexual consensual.

Comportamento sexual compulsivo não é o mesmo que vício

De acordo com Gail Saltz, professora de psiquiatria do Hospital Presbiteriano Weill-Cornell School of Medicine de Nova York, “o envolvimento em comportamentos sexuais desencadeia a dopamina, um hormônio que ativa o neurocircuito de recompensa do cérebro”. Resumindo: quando algumas pessoas param de fazer sexo, elas querem mais, uma vez que a prática é gratificante.

Mas, segundo Saltz, esse sentimento é normal. Da mesma forma, viciados em sexo autoidentificados podem ansiar por certos comportamentos sexuais consensuais quando param de se envolver neles, mas esses sentimentos não são os mesmos que um vício fisiológico de substâncias como drogas e álcool.

O vício em drogas e álcool acontece porque essas substâncias alteram a função cerebral até o ponto em que o cérebro deixa de apenas querer a substância para precisar dela.

Identificando o problema

Como já pontuado, a partir do momento em que o tesão gera sofrimento para os envolvidos, é preciso procurar um especialista. A Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece vários distúrbios de comportamento sexual, incluindo desejo sexual excessivo e transtorno de comportamento sexual compulsivo. No entanto, há uma linha tênue entre ser altamente ativo e ter um distúrbio sexual.

Se uma pessoa está fazendo muito sexo consensual e isso não está afetando seu trabalho ou relacionamento, por exemplo, o comportamento não é considerado uma disfunção. “O comportamento sexual compulsivo torna-se um transtorno quando prejudica o funcionamento de uma pessoa e a impede de viver a vida que deseja”, alerta a especialista.

Tratamento

Terapias e medicamentos estão entre os tratamentos para o comportamento compulsivo.

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