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Pouca vergonha

Tenho mais libido que minha parceria. E agora?

Um quer mais sexo que o outro? Terapeuta sexual explica como resolver a diferença de libido dentro de um casal

28/08/2023 02:00
grinvalds/Getty Images
Foto colorida e desfocada de casal deitado na cama, a mulher em cima do homem com uma lingerie vermelha - Metrópoles

Uma das grandes questões que levam casais que estão junto há muito tempo a ter conflitos é a diferença da intensidade de libido entre os dois — enquanto um quer muito sexo, outro quer menos. Fica o questionamento: é possível que um relacionamento dê certo nesses termos?

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De acordo com a psicóloga e sexóloga Alessandra Araújo, essa é uma das maiores demandas atendidas em consultório na terapia sexual de casais. Atualmente, percebe-se um fluxo muito misto sobre quem fica com a libido mais baixa: tanto homens quanto mulheres. Contudo, não há por que se desesperar, já que a situação tem solução.

“Além da própria diferença de apetite sexual, existem também as pessoas que têm conflitos porque uma quer experimentar um fetiche ou modelo de relacionamento novo e a outra, não. Muitas vezes, a terapia surge como uma solução para essas pessoas tentarem ‘convencer’ a parceria”, explica.

A terapeuta afirma que um dos fatores que mais atrapalha o entendimento dos casais nesses casos é a falta de diálogo, uma vez que com o tempo de relacionamento as pessoas sentem mais dificuldade em levar questões sexuais para o(a) parceiro(a) do que no início, quando tudo é conquista.

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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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Witthaya Prasongsin/Getty Images
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Larry Williams/Getty Images
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Carol Yepes/Getty Images

“Pode parecer banal, mas o diálogo precisa começar no simples: ‘Do que você gosta?’, ‘Onde e como você prefere que eu te toque?’, ‘O que te desperta mais tesão?’, entre outras perguntas que precisam ser feitas em um relacionamento.

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Por fim, é importante entender que o diálogo, para ser efetivo, precisa ter muita empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar do outro. “É necessário saber escutar. Muita gente só escuta para responder, para ‘atacar’ de volta”, elucida.

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