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Pouca vergonha

Desejar outra pessoa é traição? Sentir culpa pode diminuir libido

Entenda por que se culpar por desejar alguém, que é um impulso involuntário, pode interferir na libido e no relacionamento

23/08/2023 02:00
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Foto colorida de um casal nu deitado na cama e coberto com lençóis brancos, os dois estão com o rosto triste - Metrópoles

Estar em um relacionamento feliz e, ainda assim, sentir atração e desejo por outras pessoas é uma grande questão para muita gente. Há quem se sinta culpado em desejar uma pessoa (ainda que seja apenas em pensamento). Contudo, é importante entender que sentir desejo é um impulso e não há como ter controle sobre isso, apenas sobre como se comportar em relação a esse ímpeto natural.

“Sabemos que a espécie humana não é programada biologicamente para a exclusividade sexual. A monogamia nos impõe a seleção de um parceiro sexual e um acordo de exclusividade. Contudo, prometer não transar com outras pessoas não garante que não existirá o desejo sexual por outras pessoas”, explica a psicóloga e terapeuta sexual Lorena Muniz.

Ou seja, apesar da ideia construída de “exclusividade de tesão”, na prática, não é assim que funciona. Muito embora o desejo não apareça de forma aleatória e indiferente por qualquer pessoa, quando ele aparece não é possível “escolher” a quem ele será direcionado.

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O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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Logo, não há por que ter culpa. Inclusive, tentar reprimir e condenar esse tipo de impulso subjetivo pode fazer com que o tesão se perca de uma forma geral, até mesmo o que é direcionado à parceria.

“Reprimir um impulso demanda de nós um investimento psíquico alto de autocontrole. Ao ter naquele desejo uma ideia de ‘traição’ à parceria e vê-lo como algo ‘sujo’, esse sentimento passa a ser atribuído a qualquer desejo sexual, inclusive dentro do relacionamento”, afirma.

Qual seria, então, a solução para o problema? Muito diálogo e, principalmente, respeito às individualidades sexuais – a própria e a do outro.

Além de conversar abertamente sobre os limites dentro da relação (como o que é traição ou não), é importante saber que não se pode achar que você tem o direito de controle sobre a sexualidade do parceiro.

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