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Síndrome de Rebecca: ciúme do passado do namorado pode ser um problema
O termo Síndrome de Rebecca se tornou popular no TikTok e é usado para classificar o ciúme retroativo; entenda
atualizado
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Ter curiosidade sobre o passado de um namorado ou namorada e eventualmente olhar nas redes sociais é normal. Os problemas surgem quando a prática se torna obsessiva e já ganhou até nome: Síndrome de Rebecca, como é chamado o ciúme retroativo, ou seja, a pessoa sente raiva do passado do parceiro(a).
Entenda de onde veio o nome da síndrome:
- O termo Síndrome de Rebecca faz alusão a um filme de Alfred Hitchcock, inspirado no romance Rebecca, a Mulher Inesquecível, de Daphne du Maurier.
- Na trama, um viúvo se casa novamente, mas as constantes menções à ex-mulher, Rebecca, fazem com que a nova esposa fique cada vez mais insegura.
- É uma manifestação patológica de ciúmes e insegurança pelo(a) ex ou uma pessoa com a qual se tenha tido uma relação romântica.
De acordo com a psicóloga Aline Shmathz, o ciúme retroativo pode ter diversas causas, como insegurança; traumas passados; problemas relacionados ao apego; baixa autoestima; medo de ser traído ou de perder o parceiro; e necessidade de controle.
Como tratar?
O tratamento deve ser feito com psicoterapia, buscando ferramentas para enfrentar situações de medo, insegurança e/ou ansiedade de uma forma mais amena. “Além de aprender sobre os principais gatilhos e comportamentos que sustentam esse padrão de ciúme”, salienta a profissional.
A relação com as redes sociais
Aline aponta que as redes sociais têm um papel crucial em potencializar esse ciúme.
“Nesses casos, um dos principais pontos que trabalhamos em terapia é justamente o quanto o ato de verificar curtidas, seguidores, Stories das pessoas do passado… Isso reforça esse comportamento”, explica.
A psicóloga explica que quanto mais a pessoa vai atrás de algo, mais acaba se ferindo e prejudicando seu relacionamento.
“Um grande risco disso é que essa ação poderá colocar um ‘prazo de validade’ nesse relacionamento, pois o parceiro poderá se cansar de ser vigiado, ou até mesmo quem tem o ciúme que pode se sentir exausto dessa hipervigilância.”






