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Pepeca fora do padrão? Entenda por que a pele da vulva pode escurecer

Ginecologista aponta possíveis causas para a hipercromia e explica como a imposição estética pode afetar autoestima e vida sexual femininas

atualizado 01/03/2021 13:27

Não é novidade que as mulheres, desde sempre, sofrem com os padrões estéticos impostos a elas. Contudo, que essa padronização e o ideal do que é bonito ou não fossem chegar até mesmo às vulvas talvez nem o futuro esperasse.

Mas o padrão estético da pepeca é um fato – o que explica pesquisas recentes apontarem que 68% das brasileiras estão insatisfeitas com a própria região vaginal. Além de tamanho, pelos e formato, uma das características que mais incomodam mulheres é a cor de suas vulvas.

Porém, de acordo com a ginecologista do Sexo Sem Dúvida, Giórgia Pasquali, o escurecimento da região da vulva e da virilha é mais comum do que se imagina, e uma queixa frequente em consultórios.

“A hipercromia, nome técnico que se dá ao escurecimento, acontece pelo estímulo do processo inflamatório, geralmente por atrito, que induz a alta produção de melanina – substância que dá coloração à pele”, explica.

O processo pode ocorrer como consequência de diversos fatores: estímulos hormonais, atrito frequente de roupas muito justas, sobrepeso, diabetes, depilação com lâmina ou cera, e características genéticas.

Apesar de não se tratar de um problema grave, o escurecimento da vulva ou virilha costuma afetar diretamente a vida da mulher, inclusive no sexo. “Muitas mulheres têm uma queda na autoestima no momento de colocar um biquíni ou se relacionar sexualmente”, diz.

A especialista aponta que o maior motivo para isso é a comparação frequente que as mulheres fazem de suas virilhas com as que aparecem na mídia – seja em fotos de biquíni ou mesmo na indústria pornográfica.

“A ideia de perfeição imposta pela mídia e sociedade faz com que as mulheres fiquem insatisfeitas com o que têm e procurem cada vez mais tratamentos estéticos para essa região”, afirma.

Mercado estético

A procura é tanta que, cada dia mais, aparecem mais tratamentos para a genitália feminina, desde clareamento até rejuvenescimento e harmonização vaginal.

São várias as opções, que incluem as mais simples, como cremes clareadores, até os mais complexos e caros, como lasers e peelings íntimos. O procedimento ideal para cada caso precisa ser indicado após avaliação com uma ginecologista.

Mesmo que não haja mal algum em realizar tratamentos para a área da genitália, Giórgia ressalta que não existem padrões para a região íntima, e que a aceitação é o melhor caminho. “Toda mulher é única e bela ao seu modo”, afirma.

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