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Pouca vergonha

O que fazer quando os estilos sexuais não se encaixam?

Profissionais apontam que diálogo, respeito e disposição são a chave para contornar esse problema na relação

21/10/2024 02:00
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Getty Images
imagem colorida de duas mulheres chase se beijando na pauta sobre estilos sexuais

Ter uma vida sexual satisfatória é algo intrínseco em muitos relacionamentos. Infelizmente, essa não é a realidade de todos. Algumas pessoas se deparam com estilos e identidades sexuais diferentes, que podem ou não ser compatíveis. Um pode ser mais ativo, enquanto o outro é “preguiçoso”. Um pode preferir sexo mais tradicional, enquanto outro é adepto de fetiches diferentes… Nesses casos, o que fazer?

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Seja você solteiro ou casado, sexualmente ativo ou não, entender suas preferências sexuais faz parte da formação de uma identidade.

A sexóloga e terapeuta sexual Thalita Cesário aponta que, primeiramente, o casal precisa se questionar: ” Eu gosto mesmo disso? Ou aprendi que tenho que gostar? Eu não gosto mesmo disso, ou meus tabus não me permitem gostar?”

“Uma dica que dou é o casal iniciar conversas sobre sexo sem parecer uma DR e sem cobranças”, ensina a profissional. “É sobre ter interesse genuíno sobre as preferências do outro — e vice-versa”, emenda.

Imagem colorida de um casal
Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar

Propor algo novo

A psicóloga e sexóloga Luisa Miranda exemplifica que quando um parceiro gosta de sexo kink e o outro prefere algo mais “vanilla“, ter uma conversa franca e sem julgamentos é essencial. “Respeito e negociação de limites devem ser pontos relevantes do diálogo”, pondera.

“A exploração mútua também pode ser uma ótima pedida. Mostrar-se disposto a entender o universo que interessa o outro pode gerar intimidade e mais conexão”, salienta Luisa.

Thalita acrescenta que, ao propor algo novo, é importante entender que toda proposta é passível de uma negativa. “É preciso maturidade para lidar com os nãos na interação sexual e, juntos, descobrir o que pode agradar as pessoas envolvidas”, defende.

Mesmo assim, é necessário muito respeito nos limites dos envolvidos para garantir confiança e consentimento como prioridade.

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O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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Frustrações podem acontecer, todavia, para que ninguém se sinta desvalorizado, experimente possibilidades que sejam agradáveis a ambos. “Se ambos se importam com o bem-estar um do outro, essas diferenças podem ser trabalhadas com carinho”, destaca Luisa.

Por fim, a expert aponta que é importante fazer o tema “sexo” algo natural e diário na relação. A partir de conversas honestas e recíprocas, fica mais fácil propor algo novo na cama.