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Ler ajuda a atrair crushes e pode garantir seu próximo sexo gostoso
Uma pesquisa revelou que ler pode ser um hobby atraente para alguns solteiros. Eles buscam parceiros para compartilhar o hábito
atualizado
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Na hora de se interessar em uma pessoa, os hobbies são uma parte importante das primeiras conversas e interações. Um desses exemplos é a leitura. O casal Dua Lipa e Callum Turner, por exemplo, revelou que se conheceu e teve a primeira conversa em função dessa prática. O papo começou quando eles perceberam que estavam lendo o mesmo livro.
“Sentamos lado a lado e percebemos que estávamos lendo o mesmo livro, Confiança, de Hernán Díaz. Eu tinha acabado de terminar o primeiro capítulo e contei a ela… E ela respondeu: ‘Acabei de terminar o primeiro capítulo também’. Eu disse: ‘Então estamos na mesma página’”, revelou o ator nas redes sociais.

E o casal famoso não é o único que vive experiências românticas alavancadas pela literatura. Uma pesquisa realizada pela plataforma de encontros Happn revelou que 76% dos usuários admiram e se sentem mais atraídos por um crush que tem o hábito de ler, e essa atração vai além do superficial, já que 78% acreditam que o gosto literário em comum influencia a química entre duas pessoas.
Além disso, um livro sugerido pelo crush também parece ser levado em consideração, com 35% dos solteiros afirmando já ter lido um. O amor pelos livros também influencia os locais de encontros, já que a maioria dos usuários (62%) revelou que adoraria ir a um primeiro encontro em uma livraria ou biblioteca, destacando o desejo por ambientes mais culturais.
Isso é acompanhado pelo dado de que quase sete em cada 10 solteiros consideram a leitura um hobby essencial em suas vidas, com 56% deles relatando que leem pelo menos algumas vezes por semana.
A neuropsicóloga Leninha Wagner comenta que o hobby da leitura é tão valorizado por ser de uma profundidade erótica. “Quem lê, mergulha em universos simbólicos, amplia o vocabulário emocional, desenvolve empatia e exercita a imaginação — funções diretamente ligadas ao córtex pré-frontal e ao sistema límbico, áreas responsáveis pela cognição, memória afetiva e empatia.”

“O leitor é alguém que habita camadas internas: ele se conhece, se questiona, conversa com o invisível. E isso é altamente atraente, porque evoca presença, escuta, reflexão que são qualidades raras e profundamente humanas. A leitura é portanto um diálogo com o inconsciente”, emenda.
Leninha ainda acrescenta que procuramos pessoas com o mesmo hobby, porque quando escolhemos alguém, consciente ou inconscientemente, buscamos afinidade de mundo interno, um ritmo parecido, uma forma de sentir e de estar.
“Os hobbies mostram isso com delicadeza: o modo como alguém cuida das plantas, lê um livro, dança, toca, cozinha, ou observa o pôr do Sol diz muito mais do que palavras. A neurociência explica que o cérebro cria vínculos por espelhamento: sentimos afinidade quando o outro desperta em nós áreas neurais ligadas à empatia e ao prazer compartilhado”, acrescenta.
A expert ainda detalha que isso se trata de uma sintonia inconsciente é chamada de ressonância afetiva — quando o desejo do outro conversa com o nosso sem precisar de tradução. “Os hobbies revelam não o que o outro tem, mas quem ele é quando está em paz consigo mesmo. Amar alguém é, em parte, amar o modo como essa pessoa habita o tempo livre.”






















