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Facesitting: prática pode levar a orgasmos mais intensos no sexo oral
Embora possa parecer um pouco perigoso, quando praticado corretamente, o facesitting não oferece perigo, afirma ginecologista
atualizado
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Embora muitas posições sexuais sentadas envolvam uma cadeira, o banco de trás de um carro ou um sofá, o facesitting propõe um tipo de assento que você talvez ainda não tenha explorado: o rosto do parceiro.
Como o nome sugere, o facesitting, às vezes chamado de queening, consiste em uma pessoa com vulva sentar-se sobre o rosto do(a) parceiro(a) para receber sexo oral. Embora possa parecer um pouco perigoso, quando praticado corretamente, não oferece perigo.

Além de levar a orgasmos incríveis, sentar no rosto de alguém é mais do que um ato sexual. Trata-se de assumir o controle da própria sexualidade, brincar com a dinâmica de poder e celebrar o prazer.
O ginecologista César Patez destaca que o facesitting é uma prática sexual consensual em que o objetivo é estimular a região genital por meio do contato oral.
“Do ponto de vista médico, trata-se de uma variação de posição sexual que envolve intimidade, confiança e comunicação clara entre quem participa”, explica o profissional ao Metrópoles.
Por que também é chamado de queening?
Embora tecnicamente qualquer pessoa possa se sentar no rosto do parceiro, as pessoas com vulva são as que mais praticam esse ato. Sentar no rosto é particularmente comum na comunidade BDSM, onde ganhou o apelido de queening, como uma rainha sentada em seu trono.
O ato de sentar no rosto/dominar também é popular na comunidade kink, mas é importante notar que não é algo exclusivo desse meio. Independentemente da orientação sexual, qualquer pessoa pode praticar a técnica — seja ela convencional, adepta do BDSM ou de qualquer outra natureza.

Dicas para fazer facesitting pela primeira vez
De acordo com o ginecologista César, o mais importante do facesitting é que exista consentimento explícito e diálogo prévio. “A posição deve ser confortável para ambas, sem pressão excessiva sobre o rosto ou o pescoço da parceira.”
O profissional recomenda ajustar a postura, apoiar com as mãos ou joelhos e fazer pausas frequentes. “Isso ajuda a manter a experiência segura e prazerosa. Respiração livre e possibilidade de interromper a qualquer momento são essenciais”, orienta.
César também destaca que é essencial conversar sobre limites e sinais de desconforto. “Comecem de forma gradual, sem peso total do corpo, e priorizem o conforto físico. Higiene íntima, ambiente tranquilo e ausência de pressa fazem diferença. Se surgir qualquer dor, falta de ar ou desconforto, a prática deve ser interrompida imediatamente.”












