Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Pouca vergonha

Expert dá dicas para manter a vida sexual tomando antidepressivos

Psicóloga esclarece os impactos dos antidepressivos na sexualidade e orienta como lidar com possíveis alterações no desejo e no prazer

Helena Mandarino11/03/2026 02:00, atualizado 10/03/2026 12:43
Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Compartilhar notícia
Getty Images
Expert dá dicas para manter a vida sexual tomando antidepressivos

Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) são antidepressivos que podem ajudar no tratamento da depressão e da ansiedade. Esses medicamentos são usados ​​por milhões de pessoas em todo o mundo e não seriam prescritos se seus efeitos não fossem geralmente positivos.

Além disso, quanto mais são usados ​​e estudados, mais eficazes se tornam ao longo do tempo em sua função principal. Hoje em dia, os efeitos colaterais dos ISRSs são, em geral, mínimos. Mas, é claro, eles vêm com algumas desvantagens.

Expert dá dicas para manter a vida sexual tomando antidepressivos - destaque galeria
8 imagens
O uso de camisinhas previne, além de gravidez, diversas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)
A atividade sexual deve ser prazerosa em todas as etapas da vida
Cuidar da saúde sexual é importante para o bem-estar mental, psicológico e emocional
Diariamente, a Pouca Vergonha, coluna de sexo do <b>Metrópoles</b>, traz dicas para melhorar sua vida sexual
Pessoas sexualmente ativas devem fazer exames médicos periodicamente para assegurar a saúde
O bem-estar sexual é considerado um dos pilares da boa saúde pela OMS
1 de 8

O bem-estar sexual é considerado um dos pilares da boa saúde pela OMS

Getty Images
O uso de camisinhas previne, além de gravidez, diversas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)
2 de 8

O uso de camisinhas previne, além de gravidez, diversas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)

A atividade sexual deve ser prazerosa em todas as etapas da vida
3 de 8

A atividade sexual deve ser prazerosa em todas as etapas da vida

Reprodução
Cuidar da saúde sexual é importante para o bem-estar mental, psicológico e emocional
4 de 8

Cuidar da saúde sexual é importante para o bem-estar mental, psicológico e emocional

Getty Images
Diariamente, a Pouca Vergonha, coluna de sexo do <b>Metrópoles</b>, traz dicas para melhorar sua vida sexual
5 de 8

Diariamente, a Pouca Vergonha, coluna de sexo do Metrópoles, traz dicas para melhorar sua vida sexual

Getty Images
Pessoas sexualmente ativas devem fazer exames médicos periodicamente para assegurar a saúde
6 de 8

Pessoas sexualmente ativas devem fazer exames médicos periodicamente para assegurar a saúde

Getty Images
Brasileiro inicia vida sexual aos 18 anos e tem, em média, 10 parceiros na vida, indica pesquisa conduzida pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)
7 de 8

Brasileiro inicia vida sexual aos 18 anos e tem, em média, 10 parceiros na vida, indica pesquisa conduzida pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

Getty Images
O sexo é considerado uma atividade física
8 de 8

O sexo é considerado uma atividade física

Getty Images

Algumas pessoas sentirão fadiga em maior ou menor grau, e até 70% notaram uma diminuição no desejo sexual. Dessas, algumas experimentarão uma ausência quase completa de libido e uma redução significativa na função sexual. Esse é o preço que algumas pessoas precisam pagar para controlar a depressão e a ansiedade.

Ou seja, muitos indivíduos ainda são forçados a escolher entre resposta sexual e saúde mental. Porém, há aqueles que aprenderam a lidar com a sexualidade.

A psicóloga Claudia Melo explicou à coluna Pouca Vergonha que, de fato, estudos indicam que os efeitos sexuais podem aparecer em uma parcela significativa dos pacientes, variando conforme o tipo de medicamento e a dose utilizada.

“O ponto fundamental é não interromper o tratamento por conta própria. A saúde mental precisa ser preservada. O caminho mais seguro é conversar com o médico ou terapeuta sobre as mudanças percebidas”, explica Claudia.

Segundo a psicóloga, em muitos casos, o próprio organismo se adapta ao medicamento com o tempo ou o profissional pode ajustar a dose, o horário ou a estratégia terapêutica.

Além disso, a profissional sugere algumas estratégias que podem ajudar. Entre elas:

  • Comunicação aberta no casal

Conversar sobre o que está acontecendo evita interpretações equivocadas, como a ideia de falta de interesse pelo parceiro.

  • Explorar outras formas de intimidade

A sexualidade não se resume ao orgasmo. Carinho, toque, afeto e tempo de qualidade fortalecem o vínculo e reduzem a pressão sobre o desempenho sexual.

  • Ajustar o momento da relação

Algumas pessoas percebem melhor resposta sexual em determinados horários do dia ou antes da próxima dose da medicação.

  • Reduzir ansiedade de desempenho

Quando a relação sexual passa a ser vivida como uma cobrança, o corpo tende a responder pior. A terapia de casal ou a terapia sexual pode ajudar a reconstruir uma experiência mais espontânea.

Expert dá dicas para manter a vida sexual tomando antidepressivos - destaque galeria
5 imagens
Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
1 de 5

O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)

Getty Images
Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
2 de 5

Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar

Getty Images
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
3 de 5

O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono

Getty Images
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
4 de 5

É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade

Getty Images
No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança
5 de 5

No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança

Getty Images

“Na prática clínica, vemos que quando o casal transforma o momento íntimo em “espaço de presença e diálogo, muitas dificuldades se tornam mais manejáveis”, comenta Claudia Melo.

A profissional também salienta que os efeitos negativos devem ser discutidos sempre que começam a gerar sofrimento, frustração ou impacto na relação afetiva. “Muitas pessoas demoram a falar sobre o assunto por vergonha, mas a sexualidade faz parte da saúde global”, finaliza.

Receba no seu email as notícias da coluna Pouca Vergonha

Frequência de envio: Semanal

Ver todas as newsletters