Pouca vergonha

Expert dá dicas para manter a vida sexual tomando antidepressivos

Psicóloga esclarece os impactos dos antidepressivos na sexualidade e orienta como lidar com possíveis alterações no desejo e no prazer

atualizado

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Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) são antidepressivos que podem ajudar no tratamento da depressão e da ansiedade. Esses medicamentos são usados ​​por milhões de pessoas em todo o mundo e não seriam prescritos se seus efeitos não fossem geralmente positivos.

Além disso, quanto mais são usados ​​e estudados, mais eficazes se tornam ao longo do tempo em sua função principal. Hoje em dia, os efeitos colaterais dos ISRSs são, em geral, mínimos. Mas, é claro, eles vêm com algumas desvantagens.

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O sexo é considerado uma atividade física
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Algumas pessoas sentirão fadiga em maior ou menor grau, e até 70% notaram uma diminuição no desejo sexual. Dessas, algumas experimentarão uma ausência quase completa de libido e uma redução significativa na função sexual. Esse é o preço que algumas pessoas precisam pagar para controlar a depressão e a ansiedade.

Ou seja, muitos indivíduos ainda são forçados a escolher entre resposta sexual e saúde mental. Porém, há aqueles que aprenderam a lidar com a sexualidade.

A psicóloga Claudia Melo explicou à coluna Pouca Vergonha que, de fato, estudos indicam que os efeitos sexuais podem aparecer em uma parcela significativa dos pacientes, variando conforme o tipo de medicamento e a dose utilizada.

“O ponto fundamental é não interromper o tratamento por conta própria. A saúde mental precisa ser preservada. O caminho mais seguro é conversar com o médico ou terapeuta sobre as mudanças percebidas”, explica Claudia.

Segundo a psicóloga, em muitos casos, o próprio organismo se adapta ao medicamento com o tempo ou o profissional pode ajustar a dose, o horário ou a estratégia terapêutica.

Além disso, a profissional sugere algumas estratégias que podem ajudar. Entre elas:

  • Comunicação aberta no casal

Conversar sobre o que está acontecendo evita interpretações equivocadas, como a ideia de falta de interesse pelo parceiro.

  • Explorar outras formas de intimidade

A sexualidade não se resume ao orgasmo. Carinho, toque, afeto e tempo de qualidade fortalecem o vínculo e reduzem a pressão sobre o desempenho sexual.

  • Ajustar o momento da relação

Algumas pessoas percebem melhor resposta sexual em determinados horários do dia ou antes da próxima dose da medicação.

  • Reduzir ansiedade de desempenho

Quando a relação sexual passa a ser vivida como uma cobrança, o corpo tende a responder pior. A terapia de casal ou a terapia sexual pode ajudar a reconstruir uma experiência mais espontânea.

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“Na prática clínica, vemos que quando o casal transforma o momento íntimo em “espaço de presença e diálogo, muitas dificuldades se tornam mais manejáveis”, comenta Claudia Melo.

A profissional também salienta que os efeitos negativos devem ser discutidos sempre que começam a gerar sofrimento, frustração ou impacto na relação afetiva. “Muitas pessoas demoram a falar sobre o assunto por vergonha, mas a sexualidade faz parte da saúde global”, finaliza.

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