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Executiva teria tentado ménage com funcionário feito de “escravo sexual”
Em processo judicial, funcionário alega que executiva teria cometido assédio sexual e tentando fazer um ménage
atualizado
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O funcionário do banco americano JPMorgan Chase, Chirayu Rana, voltou a acionar a Justiça de Nova York, nos Estados Unidos, ao apresentar uma nova versão de seu processo contra a executiva e ex-colega de trabalho Lorna Hajdini, declarando ter evidências adicionais que sustentariam acusações de abuso sexual. Entre os novos elementos, estão depoimentos anônimos de testemunhas, incluindo um amigo que afirma ter sido convidado para uma relação a três (ménage).
A ação, que havia sido protocolada e retirada poucos dias antes, reapareceu nos registros do Supremo Tribunal de Manhattan na segunda-feira (4/5) e rapidamente voltou a ganhar repercussão, especialmente pelas alegações de que o ex-funcionário teria sido submetido a uma dinâmica de coerção sexual.

O JPMorgan Chase e a executiva negam veementemente as acusações.
Segundo fontes ouvidas pela imprensa norte-americana, uma investigação interna conduzida pela instituição — que analisou e-mails, registros e dispositivos — não encontrou evidências de irregularidades.
O banco emenda ainda que Hajdini colaborou com as apurações, enquanto Rana não teria participado plenamente.
Os novos documentos incluem relatos detalhados de encontros que teriam ocorrido em setembro de 2024.
Em um dos depoimentos, uma testemunha, descrita como próxima de Rana, disse ter presenciado comportamentos considerados inapropriados por parte da executiva durante uma estadia em um apartamento em Nova York.
Segundo o relato, ela teria sido acordada durante a madrugada por interações envolvendo Hajdini.

Outra testemunha anônima, supostamente ligada ao imóvel onde o episódio ocorreu, contou ter visto a executiva em atitude íntima com Rana em via pública durante o verão do mesmo ano. Há ainda menções a um evento no show do DJ Kygo, no Barclays Center, em que Hajdini teria demonstrado comportamento insinuante.
Na petição, Rana também afirma ter sido ameaçado com “problemas” caso não atendesse a determinadas exigências, além de relatar preocupação com possível chantagem. Ele solicita, inclusive, o direito de seguir no processo de forma anônima, alegando sofrer de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) em decorrência dos episódios descritos.

Documentos anexados incluem um e-mail enviado por Rana em junho de 2025, no qual relata insônia, dificuldade para se alimentar e medo por sua segurança e de familiares.
Reportagens recentes publicadas na imprensa dos EUA também apontam questionamentos sobre a conduta do ex-banqueiro, incluindo a tese de que ele teria mentido ao banco sobre a morte do pai para obter licença remunerada — período em que, segundo as mesmas fontes, teria preparado o processo judicial.
