Pouca vergonha

Executiva teria transformado subordinado em “escravo sexual”

Processo nos EUA detalha denúncias de abuso, coerção e uso de drogas; acusada nega e banco contesta versão

atualizado

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Lorna Hajdini
1 de 1 Lorna Hajdini - Foto: Reprodução

50 Tons de Cinza ou Baby Girl, os romances eróticos que movimentaram o cinema nos últimos anos podem ter servido de inspiração para uma história real que está movimentando a Suprema Corte norte-americana. 

O caso envolve a acusação de que Lorna Hajdini, de 37 anos, diretora executiva da divisão de Financiamento Alavancado do banco JPMorgan Chase, teria usado sua posição e influência para assediar e abusar sexualmente de um funcionário júnior, Chirayu Rana, de 35 anos. Ela teria coagido o rapaz, que é casado, a praticar “atos sexuais não consensuais e humilhantes” durante meses, apesar de seus apelos para que ela parasse.

“Se você não transar comigo logo, vou arruiná-lo. Nunca se esqueça, você me pertence“, disse Lorna, de acordo com as alegações de Chirayu no processo. A executiva associava uma possível promoção ao desempenho do subordinado na cama, segundo o documento.

A defesa da executiva nega os abusos e o banco alega ter feito uma investigação interna que não revelou nenhuma irregularidade na relação entre Lorna e Chirayu. A executiva, inclusive, segue empregada na instituição.

Lorna Hajdini

Segundo o New York Post a denúncia alega que pouco depois de os dois começarem a trabalhar juntos, em 2024, Lorna deixou cair sua caneta no chão ao lado da mesa de John, que é de etnia asiática, e, ao se abaixar para pegá-la, apalpou a perna do funcionário e apertou sua panturrilha, dizendo: “Ah, você jogava basquete na faculdade? Eu adoro jogadores de basquete. Eles me deixam muito excitada”.

O assédio então teria virado abuso, quando Lorna usou ameaças crescentes e abuso racial para coagi-lo a praticar atos sexuais. Ela teria inclusive usado um poderoso sedativo para facilitar seus avanços, situação que a própria acusada teria admitido a ele.

A vítima alega que Lorna admitiu tê-lo drogado com Flunitrazepam, medicamento usado em golpes e conhecido como “Boa noite, Cinderela”, em diversas ocasiões. A executiva teria até repreendido o subordinado enquanto ele chorava durante um ato sexual realizado contra a sua vontade.

Em seguida, os abusos se intensificaram. Em uma oportunidade, Lorna teria arrancado as calças de Chirayu e praticado sexo oral nele contra a vontade do subordinado, que acabou chorando. “Pare de chorar, p****! Você acha que alguém acreditaria em você? Você é um idiota que se acha o máximo, mas nem consegue ter uma ereção para mim? Que m**** é essa?”, teria dito a executiva.

Chirayu Rana

Segundo a imprensa internacional, mais detalhes sobre o suposto comportamento predatório de Lorna surgiram no processo. Em uma ocasião, uma testemunha — que parece ser um amigo da família da vítima — afirma que, quando estava hospedado em apartamento durante visita a Nova York, foi acordado por Lorna no meio da noite. 

Ele tentou voltar a dormir, mas a executiva, “completamente nua”, o acordou. Lorna se sentou no sofá onde ele estava dormindo, acendeu um cigarro e começou a implorar para que ele “se juntasse a eles” no quarto, alega o documento.

Fontes disseram ao NY Post que uma investigação interna do JPMorgan — que analisou e-mails, registros e dispositivos — não encontrou nenhuma evidência de irregularidades. Ainda de acordo com o banco, Chirayu mentiu sobre a “morte do seu pai” para poder sair de licença remunerada e usar o período para preparar o processo contra a executiva.

Segundo a equipe de defesa de Lorna nega categoricamente todas as acusações, classificando-as como infundadas. Ela manteve o seu emprego no JPMorgan.

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