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Estudo aponta que homens experimentaram mais brinquedos sexuais na pandemia

O uso de sex toys cresceu na pandemia não só entre as mulheres

atualizado 11/10/2021 18:19

Getty Images

Entrar em uma loja erótica e comprar brinquedos sexuais, por muito tempo não foi algo simples. Hoje as mulheres estão cada vez mais dispostas a quebrar tabus, e descobrindo a própria sexualidade. Claro que para muita gente, ir a uma sex shop ainda não é tão natural quanto deveria ser. Mas, o fato é que os brinquedos sexuais têm ocupado mais espaço tanto na vida dos solteiros quanto das pessoas casadas. 

Já para os homens, o ritmo de vendas desses produtos não cresceu tão rápido como para o público feminino. Isso porque, muitos ainda veem o uso desses brinquedos como desnecessário, ou ainda como tabu. Mas, essa realidade também está mudando. A pandemia mudou esse cenário sexual. Dados da ABEME (Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico e Sensual) apontam uma alta de 12% nas vendas em 2020 e o faturamento do setor chegou a R$ 2 bilhões no Brasil. 

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Uma nova pesquisa da marca de bem-estar sexual Lelo, realizada no Reino Unido, e publicada no portal Metro, descobriu que 41% dos homens do país usaram um brinquedo sexual pela primeira vez no confinamento e 16% agora estão usando um brinquedo masculino ao menos uma vez por dia.

Vibrando em outra frequência

De acordo com o estudo, os homens estão dispostos a deixar alguns tabus de lado e experimentarem novas sensações. O motivo para eles terem dado uma chance aos brinquedos sexuais, de acordo com a pesquisa, inclui explorar o prazer anal, aumentar o desempenho, aprender mais sobre gostos e desgostos pessoais e atingir o orgasmo mais rápido.

Além disso, mais de um terço acredita que é mais fácil chegar ao orgasmo com a ajuda de um brinquedo.

Os queridinhos

Anel peniano, plug anal e consolos, foram os itens mais comprados por esse público. Além dos massageadores prostáticos e outros brinquedos que simulam uma vagina. E também a boneca inflável.

O sexólogo e urologista, Danilo Galante, ressalta que antes de aderir ao uso de um brinquedo, é essencial que a pessoa esteja confortável tanto psicologicamente, como fisicamente: “A orientação é primeiramente experimentar sozinha para entender a reação, as sensações e então introduzir a parceria”, orienta o especialista.

Os tabus dos vibradores masculinos

Vale ressaltar ainda, que os homens devem levar em consideração qual estímulo estão procurando, se é prostático ou anal, por exemplo. E é possível se surpreender: “ A pessoa pode gostar muito de determinados brinquedos e é preciso ter em mente que a região anal masculina é fonte de prazer”, esclarece.

Ele reforça que um homem com prazer nessa região não significa que é homossexual: “É preciso deixar claro, pois há muito tabu em torno dos brinquedos masculinos que giram em torno do prazer anal”, desmistifica ele.

E para não se machucar, a dica é sempre usar os vibradores com lubrificante.

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