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Esfriar para esquentar: transar de meia é cringe?

Pesquisa do Sexlog revela a diferença geracional quando o assunto é o que está em desuso ou não na cama

atualizado 02/07/2021 20:50

Getty Images

Vale tudo na hora do sexo? Inclusive encarar a friaca e tirar toda a roupa? Como tudo nesse universo, a resposta é: depende. O debate se transar usando meias é aceitável ou está em desuso, foi reacendido devido à discussão geracional na qual a geração Y (nascidos entre 1981 a 1996) e os chamados Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) apontam o que no comportamento do outro é considerado fora de uso. Ou ainda usam o termo mais conhecido como cringe.

Uma pesquisa realizada pela rede social de sexo liberal, Sexlog, investigou sobre o fato de poder ou não usar a meia como alternativa para o frio. Quando perguntados especificamente sobre a necessidade do item na hora “H”, 32% dos entrevistados de 18 a 29 anos relataram precisar desta peça do vestuário para superar o frio. Já a maioria do público acima dos 40 anos de idade relatou a preferência de não haver peça de roupa alguma nessa hora. 

De acordo com a diretora do Sexlog, Mayumi Sato, o dado curioso que a pesquisa revelou foi que principalmente os mais jovens, preferem manter a meia na hora da transa se isso for gerar conforto. “É importante que os jovens valorizem o conforto. Isso revela um movimento geracional que preza por criar as próprias regras e não precisar assumir um desconforto para agradar”.  

Transar de meia

Para  Mayumi, mais importante que pensar em incluir ou tirar alguma vestimenta na hora do sexo,  é lembrar que você está com outra pessoa e deve levar isso em consideração. “Além de prezar pelo seu conforto, lembre-se que tem mais alguém ali, e deve-se levar em conta oque essa outra pessoa deseja também. É preciso achar um meio termo legal, e ver se os gostos combinam”, pontua.

Ainda segundo a pesquisa, no caso das dicas para transar no frio, apenas a Geração Y considera que ficar debaixo das cobertas é a melhor solução. Para as outras faixas etárias envolvidas na pesquisa (30-39, 40-49, 50-59 e + 60 anos), a principal dica é apostar em uma boa preliminar.

Nem tanto Y nem tanto Z

No fim das contas vale tudo! Desde que o jeito de se relacionar  seja confortável para a parceria. “O diálogo é sempre importante. E também ficar atento às sutilezas, ao sensorial, se a pessoa está arrepiada de frio ou de tesão”, sugere.

Vale esfriar para esquentar

Além das meias e cobertas, Mayumi lembra que existem atualmente diversos itens disponíveis no mercado erótico para ajudar a deixar o clima mais quente. “Quando falamos de sensações térmicas, temos inúmeros produtos para variar a temperatura do corpo, garantindo conforto e prazer com ou sem coberta. Aposte em lubrificantes, géis que esquentam e esfriam, e agradam a todos os gostos. Nessa hora é legal estar aberto para experimentar coisas diferentes e não deixar apenas o medo do frio ou outro desconforto esfriar o clima”, finaliza.

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