
Pouca vergonhaColunas

Date bom, mas sexo ruim? Como saber se vale a pena seguir o flerte
A primeira relação sexual não deu certo, mas o encontro foi bacana? Veja possíveis “saídas” para essa situação
atualizado
Compartilhar notícia

Os primeiros dias de namoro, antes de dormirem juntos pela primeira vez, são incrivelmente emocionantes. É possivelmente por isso que todos os conselhos sexuais que você lê são sobre tentar “recuperar a sensação da primeira vez”. Então, se você tiver sua “primeira vez” com alguém de quem realmente gosta e não foi nada incrível, o que você faz?
Para sanar a dúvida, a Pouca Vergonha conversou com a sexóloga Larissa Elmokdisi, a fim de saber se, afinal, compensa prosseguir em um relacionamento quando o sexo, logo de início, foi “meia-boca”.

“Se o sexo não for o pilar (existem pessoas que são carnais e colocam o ato sexual como algo importante numa relação) que sustenta a relação do casal, há como prosseguir. Muitas vezes, a questão do problema do casal na parte sexual vem acompanhada de estresse, sobrecarga, desalinhamento, desconexão…”, comenta a profissional.
Já a sexóloga Laís Melquíades faz a seguinte analogia: se você vai a um restaurante e fatores como o atendimento, o ambiente e a comida são ruins, provavelmente não vale a pena voltar. Se o atendimento foi incrível, o lugar acolhedor e só a comida deixou a desejar, talvez valha dar um feedback, experimentar outro prato e ver se a experiência melhorou. Para ela, o mesmo ocorre no sexo.
“Muita gente acredita que ‘química’ é algo mágico e imutável, mas, na realidade, o que existe são coincidências de movimentos, encaixes que agradam e a combinação de outros fatores emocionais e de conexão”, destaca Laís.
Para as especialistas, a primeira “dúvida” que você precisa desvendar é por que o sexo foi ruim. Se você não sabe qual foi o problema, não tem como consertar. É perfeitamente normal que a primeira vez não seja “tudo isso”, afinal, vocês ainda estão conhecendo o corpo e desejo um do outro.
Também é preciso verificar com bastante atenção se a pessoa com quem você dormiu acha que o sexo foi ótimo. Nesse caso, a “batalha” é um pouco mais difícil. Realisticamente, se você teve um momento ruim, é provável que ele também tenha tido e esteja sendo educado/a demais para dizer algo.
Larissa ainda destaca que se em outras áreas o casal estiver alinhado e o sexo não for pauta, há como contornar. “Caso a insatisfação sexual esteja presente em uma das partes e a necessidade seja o ajuste, e para outra pessoa não tiver peso algum, a probabilidade de instalar uma discussão sobre o assunto será legítima.”
Como falar sobre isso?
Conversar com alguém sobre o quão pouco você gostou de dormir com essa pessoa nunca vai ser muito divertido. Porém, é uma atitude corajosa e necessária, ainda mais se você quiser continuar saindo com a pessoa.
“O ideal é que seja fora do momento sexual, numa conversa franca, empática e sem apontamentos de quem está ou não errado”, sugere Larissa. Se quer resolver uma situação íntima, não é de bom tom sair apontando os defeitos do outro.
Para ela, outro ponto importante é procurar um momento calmo em que tenha espaço para o diálogo a respeito, proponha algo diferente para apimentar a relação se houver necessidade e abra com sinceridade sobre tais vulnerabilidades
“Se o casal tem espaço para isso, ela se conecta e cria laços de segurança sabendo que esses e outros assuntos podem ser resolvidos sem que gere discussões calorosas, sem resoluções e para que possam estreitar vínculos”, encerra.






















