Pouca vergonha

Cuckold: Brasília é uma das cidades que mais tem “cornos”; entenda

O cuckold nada mais é do que um homem que sente tesão em ver ou saber que sua parceira tem relações sexuais com outro

atualizado

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Foto colorida de um homem tirando foto de um casal - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de um homem tirando foto de um casal - Metrópoles - Foto: Getty Images

A maioria das pessoas não gostaria de ser corno — até mesmo os solteiros temem um dia ganhar um par de chifres. No entanto, uma pesquisa realizada pela plataforma Sexlog revelou que existem mais de 300 mil cornos assumidos no Brasil, espalhados por 41% de suas cidades, incluindo Brasília.

O site entrevistou mais de 300 mil homens que se declaram cuckolds, ou seja, sentem tesão em ver ou saber que sua parceira tem relações sexuais com outro. Desse total, mais de 60 mil entraram na plataforma em 2023. Isso mostra que o fetiche está em alta. Talvez, por isso, ganhou um dia só seu: 25 de abril, o Dia do Corno.

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O tesão dos cuckolds é alimentado por ver suas mulheres tendo prazer com outros homens. Alguns gostam apenas de ouvir as histórias que suas esposas contam, como é o caso do professor Jô*, de 54 anos, que diz ficar muito excitado com essa situação.

“Eu gosto quando ela sai com outros caras, chega em casa e nós transamos enquanto ela me conta sobre esse encontro, me enche de tesão”, revelou à plataforma Sexlog. O homem ainda revelou que descobriu ser um cuckold quando se deparou com uma traição.

“Eu a traí primeiro, ela foi se vingar com um amigo meu e eu acabei gostando. Durante a discussão, ela me contou o que tinha acontecido, nós transamos e foi ótimo. Eu tenho ciúmes muitas vezes, mas eu gosto”, disse Jô, ressaltando que enquanto sente o incômodo do ciúmes, há também o tesão.

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Quem são? Onde vivem?

Uma boa parcela dos municípios brasileiros têm, pelo menos, um corno. De acordo com o último levantamento do Sexlog, o sudeste lidera como a região com mais cornos assumidos, com 171.129 pessoas. O top 5 cidades com mais cuckolds são São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas e Uberlândia.

Já no Nordeste, há 59.327 e os cinco municípios com mais incidência do fetiche são Fortaleza, Salvador, Recife, Natal e João Pessoa. O Sul, por sua vez, conta com 49.224 praticantes. Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Maringá e Londrina são as cidades que mais têm interesse na prática.

Brasília, Goiânia, Campo Grande, Cuiabá e Anápolis são as cinco mais interessadas neste assunto na região Centro-Oeste, que totaliza 35.165 cuckolds. No Norte, são 19,385 cornos, sendo que as cidades com mais praticantes são Manaus, Belém, Boa Vista, Porto Velho e Macapá.

Foto colorida de um ranking - Metrópoles
Ranking dos lugares que mais têm cornos assumidos no Brasil

Por que isso acontece?

De acordo com a CMO do Sexlog, Mayumi Sato, o site recebe inúmeros contos eróticos escritos por seus frequentadores que relatam experiências detalhadas. “Os relatos são diversos, mas muitos acreditam que não proporcionam tanto prazer às esposas. Por isso, eles aceitam dividi-las e se excitam com isso.”

Para Mayumi, o fetiche do cuckold também é sobre o casal e não sobre o prazer isolado. “É sobre compartilhar a experiência que envolve outros fetiches também, como o voyeurismo”, acredita.

Entre amigos

Em uma pesquisa realizada com os cuckolds do Sexlog, metade deles alegou que não tem problema em convidar amigos para transar com suas parceiras. Já no quesito ciúmes, 62% revela que nunca sequer tiveram ciúmes delas; 21% sentiram esse incômodo uma vez e 17% já sofreram com isso mais de uma vez.

Indo além, 47% dos entrevistados disseram que não se incomodam caso a parceira queira manter contato com o single, também conhecido como “comedor”. Por outro lado, 33% alegam que depende do caso e 20% preferem que isso não aconteça e que todo o contato aconteça somente entre quatro paredes.

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O lado das parceiras

O Sexlog também ouviu as mulheres, que explicaram como é feita a escolha do “comedor”. 67% disseram que são elas quem escolhem, com a ajuda dos parceiros. Já 18% disseram que fazem isso sozinhas e 14% revelaram que são os maridos que decidem.

A estudante Erika*, de 34 anos, gosta de compartilhar a escolha com o marido. Para ela, o fetiche começa nesse momento. “Quando escolhemos juntos, estamos levando em conta a preferência de cada um também, sabendo que será uma experiência que precisa ser prazerosa para os dois.”

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