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Pouca vergonha

Como lidar com o "ranço" no começo da relação? Psicóloga explica

Após a fase de “Lua de mel” é natural começar a reparar em pequenos hábitos do parceiro que podem incomodar

27/09/2025 02:00
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Como lidar com o “ranço” no começo da relação? Psicóloga explica

Apaixonar-se pode ser emocionante, estimulante e eufórico ao mesmo tempo. Seu coração bate acelerado, você sente um frio na barriga e tudo parece maravilhoso durante a fase de lua de mel. Mas, talvez as características outrora cativantes do seu parceiro estejam te irritando seriamente.

E, às vezes, tudo que a outra pessoa faz começa a irritar. A altura que a pessoa respira é incômoda e algumas perguntas bobas são piores ainda. O famoso “ranço” pode acontecer com qualquer um. Às vezes é definitivo, em outros momentos, tudo que você precisa é de dois dias de distância. Mas como lidar com isso no começo de um relacionamento?

A psicóloga especialista em relacionamentos Bruna Dandara explica que o ranço é um incômodo que surge frente a certos comportamentos do outro. “Pode aparecer ali de forma repentina ou ser construído aos pouquinhos. Na psicologia, o ‘ranço’ pode ser entendido como uma reação afetiva de repulsa ou aversão diante de características, comportamentos ou padrões relacionais do outro.”

“Em relacionamentos, esse sentimento pode estar ligado a processos cognitivos como a dissonância cognitiva (quando o parceiro não corresponde à imagem idealizada que foi criada) ou à quebra de reforços positivos, já que no início costumamos valorizar mais as qualidades e minimizar defeitos”, contextualiza a profissional.

Como lidar?

Ao contrário da fase de lua de mel, quando o entusiasmo é exacerbado, o “desapaixonamento” costuma ser marcado por uma sensação de apatia ou ambivalência. A fadiga no relacionamento pode se manifestar como distanciamento do parceiro, desinteresse geral ou até mesmo ceticismo em relação ao futuro juntos.

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Bruna sugere entender em que momentos as atitudes da outra pessoa mais incomodam. “Pode lidar com isso diferenciando a que esse ranço está ligado, é a pequenas manias? Será que podem ser ajustadas com diálogo? Ou está mais ligada a uma incompatibilidade de valores e estilo de vida? Se responder a esses questionamentos é um bom início.”

“A comunicação também é essencial. Comunicar incômodos de forma clara e respeitosa ajuda a prevenir que o ranço cresça e se torne um muro entre os dois. Psicologicamente, é importante diferenciar entre traços de personalidade que são apenas diferentes dos seus e comportamentos que realmente ferem valores ou limites pessoais”, acrescenta.

É normal desejar um tempo sozinho de vez em quando (por exemplo, quando ambos estão estressados ​​ou depois de um longo dia de trabalho), mas se você não estiver interessado em se conectar na maior parte do tempo, provavelmente é um sinal de que o relacionamento está mudando.

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Dá para superar o ranço?

Segundo a psicóloga, é sim possível lidar com esse momento de desconforto e dar a volta por cima na relação. “Desde que não seja nada ligado a comportamentos desrespeitosos ou padrões de comportamento nocivos, ou seja, trata-se de algumas diferenças ou manias, isso pode ser superado e seguir em frente.”

O mais importante, explica Bruna, é a comunicação e disposição para lidar com “ajustes”. “Relacionamentos duradouros não são isentos de incômodos, mas a capacidade de negociação, aceitação e adaptação é o que determina a saúde do vínculo.”

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